Brasil Energia | Ed. 469 - Junho, 2021
104 Brasil Energia , nº 469, 1 de junho de 2021 NEGÓCIOS Governo de Goiás fixou o preço mínimo de R$ 1,5 bilhão para o leilão da Celg-GT Apenas em geração ou em distribuição e transmissão também? “Sem dúvidas, mas transmissão e distribuição são regu- lados, a questão está na geração princi- palmente”, afirma o presidente da PSR, Luiz Barroso. O negócio mais próximo é o leilão de privatização da Celg-GT, cujo edital foi lançado em abril pelo governo de Goiás, que fixou o preço mínimo de R$ 1,5 bi- lhão para o certame marcado inicialmen- te para 13 de maio, mas postergado para o segundo semestre, sem data definida, em razão de mudanças regulatórias na área de transmissão. Com mil quilômetros de linhas de transmissão, RAP de pouco mais de R$ 220 milhões, a empresa ainda possui 120 MW de projetos em geração. A área de distribuição foi leiloada em 2016 e ar- rematada pela Enel. Para o presidente da empresa, Lener Silva Jayme, é um ativo de transmissão rentável e que deve atrair o mercado. Ano passado, o lucro líquido somou R$ 165 milhões. Depois de ter batido o martelo na venda da área de distribuição da CEEE, o governo gaúcho trabalha na venda das unidades de geração e transmissão. Em abril, o governo gaúcho autorizou que as subsidiárias de geração e de transmis- são passassem a operar de forma inde- pendente, deixando de ser a CEEE-GT. O segmento de transmissão de energia se- rá o segundo braço do Grupo CEEE a ser privatizado. Ainda no início de abril foi realizada audiência pública. No segmen- to de transmissão, são 56 subestações, que somam potência instalada própria de 10,5 mil MVA. A empresa também é responsável pela operação e manutenção de 6 mil quilômetros de linhas de transmissão e mais de 15,7 mil estruturas. Não há ain- da data do leilão. O preço mínimo deve ficar em R$ 1,7 bilhão. O secretário do Meio Ambiente e Infraestrutura do Rio Grande do Sul, Luiz Henrique Viana, in- formou à Brasil Energia que a minu- ta do edital e os documentos relevan- tes do processo foram submetidos para avaliação dos órgãos de controle e fisca- lização em fevereiro, que vêm acompa- nhando o processo. A Cemig anunciou que iniciou estu- dos para vender sua participação na Ta- esa, que controla ao lado da Isa Cteep. “Esperamos que a venda saia esse ano”, destaca o presidente da estatal mineira, Reynaldo Passanezi Filho. A ideia da em- presa é focar em ativos em que tenha o
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