Brasil Energia | Ed. 469 - Junho, 2021

Brasil Energia , nº 469, 1 de junho de 2021 103 NEGÓCIOS D epois de a Equatorial ter arrematado o controle da CEEE-D em leilão no fim de março e se inserido no rol das cinco maiores distribuidoras do país, novas oportunidades de venda de ativos estão previstas para os próximos meses e poderão reforçar a tendência de busca de escala em negócios que vão além da área de distribuição e chegam à geração e à transmissão. A cisão das unidades de geração e transmissão da CEEE, a privatização da geração e transmissão da Celg, a venda da CEA, distribuidora que atende o Ama- pá, a venda da participação da Cemig na transmissora Taesa e o processo de capita- lização da Eletrobras já movimentam ad- vogados, investidores e empresários. Do lado oposto, elétricas integradas e con- troladas por governos estaduais, como a paranaense Copel e a mineira Cemig, não deverão ser privatizadas até o fim dos atu- ais mandatos dos governadores Ratinho Júnior (PR) e Romeu Zema (MG). O cenário enseja reflexões. A discus- são sobre a concentração de merca- do será um assunto para essa década? O XADREZ DA VENDA DE ATIVOS Reflexões sobre a concentração de mercado com os leilões na geração, transmissão e distribuição POR ROBERTO ROCKMANN Subestação da CEEE, que passou pela cisão das unidades de geração e transmissão

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