Brasil Energia | Ed. 469 - Junho, 2021
Brasil Energia , nº 469, 1 de junho de 2021 67 Um ano após o início do cenário de cortes de investimentos, a carteira exploratória do país totaliza 237 blocos contratados, com a primeira baixa da partilha de produção POR CLAUDIA SIQUEIRA A despeito das medidas de resili- ência adotadas pelas pequenas, médias e grandes petroleiras, que resultaram no enxugamento dos portfólios e na revisão dos planos de tra- balho, o país registrou, em 2020, um total de 59 devoluções de blocos, pouco mais que as 55 baixas computadas em 2019. Percentualmente, o movimento de devo- luções de 2020 foi bem menos expressivo que o computado em 2019. De 2018 pa- ra 2019, foi registrado um incremento de 25% no indicador de blocos devolvidos. Sem os quase 60 blocos devolvidos em 2020, o Brasil entrou no mês de maio com 237 áreas exploratórias contratadas, número que já computa as 14 baixas formalizadas até a pe- núltima semana de abril. O atual mapa explo- ratório brasileiro conta com 146 blocos offsho- re e 91 áreas onshore, registrando, pela primei- ra vez desde a abertura do setor, a queda do número de concessões terrestres a um pata- mar inferior a 100 ativos exploratórios. O mapa exploratório contempla 225 blocos sob o regime de concessão e 12 áreas de parti- lha de produção, operados por 37 petroleiras. No momento, há blocos contratados em 20 bacias, sendo que Campos e Recôncavo con- centram o maior volume, com 33 ativos cada. Potiguar vem logo em seguida, abrigando 25 blocos (12 no mar e 13 em terra). O Espíri- to Santo conta com 21 áreas (10 no offshore e 11 no onshore), enquanto a Bacia de San- tos, que concentra a atenção das grandes pe- troleiras por conta do pré-sal, se mantém no quarto lugar, com um total de 20 blocos.
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