Brasil Energia | Ed. 469 - Junho, 2021
Brasil Energia , nº 469, 1 de junho de 2021 85 além das iso-parafinas sintetizadas e do ál- cool para combustíveis de aviação, produzi- dos pela rota bioquímica, segundo a ANP. No caso do combustível da Shell usado no voo entre Amsterdã e Madrid, o proces- so de produção usado foi o Fischer-Trops- ch. Resumidamente, é possível afirmar que o combustível foi obtido a partir do gás de síntese, que é uma mistura de monóxido de carbono (CO) e hidrogênio (H2). O pro- cesso não é novo, mas a formação do gás de síntese por meio de CO 2 , água e ener- gia renovável, em vez de gás natural, pode ser considerada pioneira. “O que mostramos agora é que o gás de síntese intermediário também pode ser feito de CO 2 , água e energia renovável, em vez de gás natural de fonte fóssil. Isso é pos- sível quando a água é convertida emH2 ver- de usando umeletrolisador de águamovido à eletricidade de fonte renovável. Em segui- da, o CO 2 e o H2 verde reagem juntos - por meio de uma reação chamada mudança re- versa do gás da água - para produzir gás de síntese: amistura intermediária ideal demo- nóxido de carbono e hidrogênio”, afirmou Tim Baart, pesquisador e líder do projeto da Shell, à Brasil Energia . Para esse lote específico de 500 litros de QAV sintético, o gás de síntese foi feito predominantemente a partir do CO 2 da re- finaria da Shell em Pernis, na Holanda, e do CO 2 de uma instalação de biogás, de onde veio a biomassa. Esses gases foram combi- nados com o hidrogênio verde no Centro de Tecnologia da Shell, em Amsterdã. Redução das emissões de CO 2 Como a fonte de carbono do combustí- vel não provém da agricultura e sim do CO 2
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