Brasil Energia | Ed. 469 - Junho, 2021
84 Brasil Energia , nº 469, 1 de junho de 2021 COMBUSTÍVEIS U ma solução de CO 2 e água, feita a partir do uso de ener- gia renovável, que é capaz de abastecer um avião. Conheci- do como querosene de aviação (QAV) sinté- tico ou alternativo, o combustível é aponta- do como umdos principais impulsionadores da transição energética no setor de aviação, justamente pela baixa pegada de carbono em comparação ao QAV fóssil. Existem vários tipos de querosene sin- tético, que variam conforme a fonte: bio- massa, gases residuais, resíduos sólidos, carvão e gás natural. O QAV produzido a partir da biomassa foi o escolhido pela Shell para o primeiro teste de voo comer- cial com o combustível. O teste foi reali- zado em parceria com a KLM, em janeiro deste ano, e a aeronave saiu de Amster- dã para Madri. Neste voo, foi usada uma mistura de 50% de QAV sintético com 50% do QAV tradicional (fóssil), já que a Associação Inter- nacional de Transporte Aéreo (IATA) ainda não permite o uso de 100% de QAV sin- tético para operações de aeronaves comer- ciais, por motivos de segurança. A expecta- tiva, segundo a KLM, é de que essa aprova- ção venha em breve. Como é produzido? Os QAVs sintéticos podem ser produzi- dos por processos tecnológicos químicos, termoquímicos ou bioquímicos. No Brasil, hoje, é permitida a produção e o uso do querosene parafínico sintetizado pelo pro- cesso Fischer-Tropsch, produzido pela rota termoquímica; do querosene parafínico sin- tetizado de ésteres e ácidos graxos hidro- processados, produzido pela rota química, UM HORIZONTE MAIS VERDE Querosene de aviação sintético poderá ser um combustível-chave para a transição energética e para a retomada do setor de aviação pós-pandemia POR ANA LUISA EGUES
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