Brasil Energia | Ed. 469 - Junho, 2021
Brasil Energia , nº 469, 1 de junho de 2021 87 gênio e aromáticos do diesel mineral nas unidades de Hidrotratamento (HDT). Em relação à rota bioquímica, o Bra- sil possui experiência gerada pela planta em escala de demonstração da Amyris, localizada em Brotas (SP). Quanto à rota termoquímica, por mais que ainda não existam plantas em esca- la comercial no país, essa tecnologia já foi testada pela Petrobras em parceria com a CompactGTL, fornecedora britânica de equipamentos industriais. O projeto con- tou com duas unidades de gaseificação de biomassa e uma unidade de Fischer-Trops- ch em uma planta de demonstração insta- lada no parque de testes em Aracaju (SE). Além disso, essas três rotas já constam na Resolução ANP nº 778/2019, que per- mite o uso de QAV alternativo no Brasil, de acordo com determinadas especifica- ções e obrigações relacionadas ao con- trole de qualidade do combustível. En- tão, qual seria o empecilho para a ado- ção do combustível pela indústria? “No momento, o querosene sintético é muito caro e não é economicamente viá- vel. Torná-lo economicamente lucrativo depende de muitos fatores, como o cus- to local da energia renovável e o valor local (considerando a regulação) do querosene sintético sustentável em comparação com o querosene derivado do petróleo bruto”, explicou o representante da Shell. De acordo com a BR Distribuido- ra, um estudo da Organização Interna- cional da Aviação Civil (ICAO) mostrou que, dependendo do processo produ- tivo e do insumo utilizado, o custo de produção de um QAV sintético seria, no mínimo, 36% superior ao preço de co- O primeiro vôo comercial da KLM com bioQAV da Shell entre Amsterdã e Madrid
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