Brasil Energia | Ed. 470 - Agosto, 2021

100 Brasil Energia , nº 470, 1 de agosto de 2021 E&P conhecidas”, afirma Helder Queiroz, ex- -diretor da ANP e professor do Instituto de Economia da UFRJ. Das cinco descobertas, quatro foram realizadas pela Petrobras. No entanto, nenhuma das descobertas feitas no mar durante esse período foi decla- rada comercial até omomento. De 2019 até maio de 2021, apenas duas descobertas fei- tas nesse mesmo período foram notificadas à ANP: o campo de Suindara, em novembro de 2020, gerado a partir de duas descober- tas de óleo no poço 1-BGM-1-ES, perfurado pela BGM no bloco ES-T-476; e o campo de Gavião Belo, gerado a partir de uma desco- berta de gás feita pela Eneva no poço 1-ENV- 15-MA, localizado no bloco PN-T-102A, que é fruto do 1º Ciclo da Oferta Permanente. Num primeiro momento, é possível até achar que existe uma maior taxa de suces- so no onshore do que no offshore. Mas os ambientes são tão diferentes que não dá pa- ra fazer uma comparação. “É difícil estabele- cer uma comparação entre poço terrestre e marítimo porque o poço terrestre possui um customuitomenor. Alémdisso, nessas áreas, você tem uma atividade que já permitiu des- cobertas passadas. O poço marítimo é uma encrenca, tanto que a maioria das empre- sas que trabalha em terra não pode operar no pré-sal, por exemplo. Os poços em mar são mais caros, a logística é mais complica- da, a necessidade de segurança operacional é muitomaior. E a tendência é que isso fique cada vezmais claro: o offshore vai ser para as grandes petroleiras, e o onshore para as pe- quenas e médias”, diz Helder. Em resumo, não importa se é na terra ou no mar, “ainda temos que perfurar muito mais”, continua o ex-diretor da ANP. “So- mente o poço é que valida a informação de ummodelo de geologia. Os geólogos estu- dam, sim, mas é só quando fura que se en- Mês do início da perfuração

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