Brasil Energia | Ed. 470 - Agosto, 2021

Brasil Energia , nº 470, 1 de agosto de 2021 101 contra a formação geológica que se estava esperando, com ou sem petróleo. É aí que a gente confirma a qualidade, a calibragem desse modelo. Porque senão seria muito fá- cil, era só estudar que já se sabia onde o re- servatório estava. A realidade é mais pare- cida como uma batalha naval, porque exis- temmais chances de dar errado”, explica. Transição Outro condicionante para a urgência de novos poços é a transição energética. “Se considerarmos que esses contratos são de longa duração, daqui a pouco, se somente uma parcela desses compromissos que es- tão sendo assumidos pelos países no âmbi- to do Acordo de Paris for honrada, omundo vai acabar utilizando menos petróleo, gás e carvão no horizonte de 15-20 anos – que é o tempo padrão desses contratos de conces- são. Esperar muito poderá fazer com que as empresas não sejam tão agressivas emmaté- ria de poços, principalmente poços explora- tórios. Elas vão privilegiar, talvez, novos poços em áreas que já são produtoras”, aponta. Para este ano, temos dois leilões confir- mados até o momento: a 17ª Rodada de Licitações, prevista para acontecer no dia 7 de outubro, e a 2ª rodada do excedente da cessão onerosa de Sépia e Atapu, no dia 17 de dezembro. É possível que o apetite se- ja grande? “Acho que vai depender de vá- rios fatores. O aumento do PIB foi uma notí- cia positiva, mas o ambiente político é mui- to ruim. Por outro lado, o preço do petróleo está permitindo que a gente seja um pouco mais otimista. A conjugação desses fatores, no períodomais próximo do leilão, é que vai definir esse cenário”, afirmou Helder. O im- portante, segundo ele, é justamente apro- veitar essa janela de oportunidade, que tem ficado cada vez mais apertada. n Fonte: Painel Dinâmico da Fase de Exploração da ANP

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