Brasil Energia | Ed. 470 - Agosto, 2021

114 Brasil Energia , nº 470, 1 de agosto de 2021 SOLAR empresa também fechou acordo com a GreenYellow para fornecimento de 4,5 MWp, por meio da construção de uma usina solar na cidade de Paty do Alferes, no Rio de Janeiro. Nesse caso, o objetivo é abastecer 47% da energia consumida pelas 45 unidades do grupo no estado. A geração de energia nos dois proje- tos deve ser de 12 mil MWh por ano. A expectativa é que as usinas estejam to- talmente operantes no primeiro trimes- tre de 2022. Com isso, o grupo estima obter economia de 29% no gasto com energia elétrica no Rio de Janeiro, e de 14% em São Paulo. Clóvis Porto, diretor de Expansão e Facilities do Grupo Fleury, conta que a companhia decidiu aderir ao modelo de autoconsumo remoto, pois suas unida- des estão em imóveis alugados e com pouco espaço disponível para instalação de painéis solares. As duas empresas contratadas estão investindo na cons- trução das usinas e irão operá-las, sob contratos de fornecimento de energia por dez anos com o grupo. “Em 2018 fizemos uma tomada de preços, mas poucas empresas mostraram interesse e ainda havia muita insegurança jurídica. Então, nós vimos que não era viável um projeto de energia solar”. Depois de verem a concretização de maiores investimentos na área, o Grupo Fleury decidiu, em 2019, lançar outro edital de concorrência, com a assessoria da Engie. Dessa vez, mais de dez em- presas demonstraram interesse. Com a chegada da pandemia, a empresa deci- diu postergar o fechamento do negó- cio. Até que em novembro de 2020, finalmente, celebrou a assinatura dos contratos e o desejo de desenvolver um projeto da fonte se tornou real. Agora, o grupo, que possui mais de 260 unidades no Brasil e consome cer- ca de 57 mil MWh/ano de energia elé- trica, estuda desenvolver novos projetos de GD solar, em Porto Alegre e Recife. Caso 2: Já a operadora Vivo iniciou no ano passado o projeto de implanta- ção de mais de 70 usinas de geração distribuída na modalidade autoconsu- mo remoto, de fontes solar, hídrica e de biogás, em todas as regiões do Brasil. A iniciativa faz parte do compromisso da empresa em buscar iniciativas que ge- rem eficiência no consumo de energia, priorizem as fontes renováveis e tragam benefícios ambientais e econômicos. Do total de usinas previstas, 16 já estão em funcionamento – nos estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais, Mato Grosso, Goiás, São Paulo e Pará, além do Distrito Federal, e o restante deve estar operacional até o final de 2021, diz a gerente de Energia e Eficiên- cia da Vivo, Jussara Oliveira Tassini. A companhia consome cerca de 1,8 TWh/ano de energia elétrica - esse é o con- sumo total, que pode incluir unidades em baixa, média e alta tensão. Com todas as usinas emoperação, a Vivo produzirá cerca de 670 mil MWh/ano. O projeto responde por mais de 80% do consumo em baixa tensão, atendendo mais de 28 mil unida-

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