Brasil Energia | Ed. 470 - Agosto, 2021

Brasil Energia , nº 470, 1 de agosto de 2021 17 O campo de Búzios vai atingir seu primeiro milhão de bar- ris de óleo equivalente/dia (boe/d) em breve. A proje- ção da Petrobras é de que o ativo alcance a marca histórica no segundo semestre de 2025, superando logo em seguida a pro- dução de 1 milhão de barris/dia de óleo. O resultado colocará Búzios no ní- vel de produção atual de países como Líbia e Angola. O patamar de milhões de boe/dia será alcançado apenas sete anos após a instalação do primeiro sis- tema definitivo do projeto e 12 anos de- pois da declaração de comercialidade. Principal campo offshore do Brasil e do mundo, Búzios é, de fato, um fenômeno in- questionável na indústria do petróleo. Até 2030, o mega ativo da Petrobras irá supe- rar o patamar de produção de 2 milhões de boe/dia, volume previsto para a fase de pico. Antes disso, no início de 2026, o campo irá assegurar outro indicador im- portante: o posto de maior campo pro- dutor do país, desbancando Tupi, que hoje responde por um volume de 1,11 milhão barris/dia de óleo. Localizado na Bacia de Santos e oriundo do processo da cessão onerosa, o contrato de Búzios foi assinado entre a Petrobras e a União em 2010, quando foi assegurado o direito de exploração do ativo junto com as áreas de Sépia, Atapu, Norte de Berbigão, Sul de Ber- bigão, Norte de Sururu, Sul de Sururu, Itapu, Sul de Lula e Sul de Sapinhoá. Na ocasião, a operação garantiu à petrolei- ra um volume de até 5 bilhões de boe. O campo foi declarado comercial em 2013, tendo seu primeiro sistema coloca- do em operação em abril de 2018, através da P-74. No fim de 2019, a petroleira arre- matou o excedente de Búzios no leilão de partilha de produção da ANP, em parceria com as chinesas CNODC (5%) e CNOOC (5%), desembolsando junto com os sócios a polpuda cifra de R$ 68 bilhões com o pa- gamento do bônus de assinatura. 12 sistemas com cerca de 150 poços O desenvolvimento do ativo contem- plará pouco mais 150 poços, entre produ- tores e injetores. Ao todo, serão 12 FPSOs (quatro já em operação e oito por serem instalados), que assegurarão uma capaci- dade instalada de cerca de 2,235 milhões de barris/dia de óleo e 104,4 milhões de m³/dia de gás, garantindo a produção do volume excedente da cessão onerosa. Toda a produção do campo está vin- culada ao contrato original. Já a partir de 2022, com a entrada em operação do 5º módulo, começarão a ser produzidos os primeiros volumes referentes à parcela do excedente da cessão onerosa. A partir de 2023, o projeto demandará a utilização de seis sondas com dedicação exclusiva, o dobro da frota atual

RkJQdWJsaXNoZXIy NDExNzM=