Brasil Energia | Ed. 470 - Agosto, 2021
18 Brasil Energia , nº 470, 1 de agosto de 2021 E&P A Petrobras estima que o projeto irá demandar, a partir de 2023, a utilização de seis sondas com dedicação exclusiva, o dobro do contingente atual, já considera- do alto. No campo vizinho de Mero, outro projeto de expressão da carteira da petro- leira brasileira, são mantidas duas unida- des de perfuração com dedicação exclusi- va à campanha de desenvolvimento. Responsável pelos melhores resulta- dos da petroleira, Búzios acumula recor- des sucessivos e expressivos. Em março, o poço 7-BUZ-10-RJS assegurou uma vazão média de 65,3 mil boe/dia, ga- rantindo o primeiro lugar no ranking dos maiores produtores do Brasil. Além da liderança, o ativo praticamente domina o ranking. Dos dez maiores poços em produção no Brasil, oito estão localiza- dos em Búzios e dois emMero e Atapu, se- gundo dados da agência de março. Muito por vir Em termos de investimento, o campo tem confirmada a demanda de aportes da ordem de US$ 20 bilhões para o período de 2021 a 2025, com desembolsos anuais de cerca de US$ 4,2 bilhões por ano. A cifra é a maior destinação unitária do orçamento global da companhia para a área de E&P. Afora o montante projetado, divulga- do e já aprovado, especialistas consultados pela Brasil Energia estimam compromissos de aportes expressivos após 2025. A pro- jeção do mercado é de que o desenvolvi- mento dos sistemas futuros deva exigir o desembolso de cifras iguais ou superiores ao montante divulgado de US$ 20 bilhões. Dos oito FPSOs que ainda entrarão em operação no campo até o fim da dé- cada, quatro estão contratados e em fa- se de construção – Almirante Barroso, Almirante Tamandaré, P-78 e P-79 -, e os outros quatro estão em processo de con- tratação e por licitar. A projeção de produção de 1 milhão de boe/dia no segundo semestre de 2025 se- rá atingida quando o sistema tiver um to- tal de oito módulos em operação, com oi- to FPSOs – quatro já em operação no mo- mento e quatro deles programados pa- ra iniciar atividade no período de 2022 a 2025. As maiores contribuições nessa fase serão oriundas dos seis primeiros sistemas, já que o 7º e 8º módulos entrarão em ope- ração perto do fim do ano e estarão em franco processo de ramp-up. Ao atingir essa marca, Búzios ganha- rá relevância ainda maior na carteira da Petrobras. Se os volumes projetados fo- rem confirmados, o campo responderá por 37,03% da produção total da pe- troleira no ano de 2025, que segundo o plano estratégico será de 2,7 milhões de boe/dia de óleo. Produção atual Atualmente, na média de 2021, a produção de Búzios totaliza 669 mil boe/dia, sendo 535 mil barris/dia de óleo e 21,3 milhões m³/dia de gás. Em março, segundo dados da ANP, o ati- vo atingiu a marca de 693 mil boe/dia (555 mil barris/dia de óleo e 22 milhões de m3/dia de gás), extraídos através dos FPSOs P-74, P-75, P-76 e P-77, instala-
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