Brasil Energia | Ed. 470 - Agosto, 2021
Brasil Energia , nº 470, 1 de agosto de 2021 37 No mundo Países e grandes corporações mundiais de energia já olham para este mercado com muita atenção. Nos últimos meses, tem sido frequente anúncios de projetos de hidrogênio verde. O Chile, por exem- plo, vem tentando se tornar uma potên- cia no segmento, dentro de um plano mais agressivo de energia limpa. A EDP Renováveis, por sinal, fechou em maio a aquisição de 628 MW de eó- licas e solares naquele país, de olho nas oportunidades que podem surgir com o hidrogênio verde. A aquisição é par- te de um plano maior da companhia, que anunciou em fevereiro a criação da H2 Business Unit (H2BU), novo braço do grupo para o desenvolvimento de pro- jetos de hidrogênio verde, direcionando esforços de desenvolvimento de opor- tunidades “junto dos setores promisso- res, como a indústria do aço, química, refinarias e cimentos, bem como trans- portes pesados de longo curso”. Para a EDP, os mercados prioritários serão os Estados Unidos e a Europa, “alavancando no pipeline de renováveis e ativos existentes e complementando as soluções de descarbonização que a empresa oferece aos seus clientes”. A Enel Green Power trabalha em uma série de instalações híbridas, que envolvem usinas solares e eólicas com- binadas com eletrolisadores. O braço de energia renovável da italiana também tem plano de vender hidrogênio verde a clientes em busca da descarbonização de seus respectivos processos. Outra possibilidade em análise en- volve a instalação de eletrolisadores em fotovoltaicas e eólicas da empresa no Chile, nos Estados Unidos e na Es- panha, “onde existe um vasto potencial de energias renováveis e condições re- gulatórias favoráveis”. Na Espanha, por sinal, a subsidiária espanhola da Enel, Endesa, apresentou a autoridades seu interesse em desen- volver até 23 projetos de hidrogênio re- Agnes M. da Costa, chefe da Assessoria Especial de Assuntos Regulatórios do MME: ampliação abrangente, consistente e sistematizada do mercado de hidrogênio Paulo Alvarenga, presidente da thyssenkrupp na América do Sul: Brasil tem potencial para gerar hidrogênio verde de forma competitiva e eficaz, para consumo doméstico e para exportação
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