Brasil Energia | Ed. 470 - Agosto, 2021
Brasil Energia , nº 470, 1 de agosto de 2021 71 As discussões das janelas de oportunidades de E&P não precisam caminhar juntas com o debate da transição energética? Isso é importantíssimo. Na década de 70, se falava em peak oil do ponto de vista da ofer- ta, quer dizer, que o petróleo iria acabar, que iria ter um pico de oferta que depois declinaria. Com o desenvolvimento tecnológico, se perce- beu o contrário: oferta vai ter, a questão está do lado da demanda. Até quando vai ter deman- da de petróleo, e por quanto tempo? Hoje, nin- guém tem mais dúvida que o pico será de de- manda, porque oferta vai ter, desde que o pre- ço remunere o investimento, o desenvolvimento tecnológico que já há hoje e o que está por vir vai conseguir tirar o óleo de todos os lugares. Um exemplo claro é o tight oil e o shale gas nos EUA. É perceptível a capacidade produtiva que eles tiveram em pouco tempo, e isso balançou o suprimento mundial de hidrocarbonetos. Analisando o Brasil, temos cerca de 14 bi- lhões de boe em reservas provadas, mas, em termos de óleo in place, pegando o próprio re- latório da ANP, vemos que o óleo que está lá, que ainda não foi descoberto, não foi transfor- mado em reserva, e são mais de 200 bilhões de barris. Não tenho dúvida de que temos que monetizar esse óleo enquanto ele tem valor, e da melhor maneira possível. Temos grandes empresas atuando no Brasil, com tecnologia de
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