Brasil Energia | Ed. 470 - Agosto, 2021
76 Brasil Energia , nº 470, 1 de agosto de 2021 EMPRESAS ciamento de US$ 160milhões para desenvol- ver Patola, que teve a decisão final de investi- mento (FID, sigla em inglês) aprovada no iní- cio de junho. Segundo os acordos, a Karoon poderá fazer farm-out de até 49% dos seus ativos na Bacia de Santos, que incluem Baú- na, Neon e Goiá, sob determinadas condi- ções previamente aprovadas pelos credores. “Mas isso não quer dizer que vamos exe- cutar a opção de venda”, afirmou o CEO da Karoon, Julian Fowles, que, apesar disso, se mostrou entusiasmado com a possibilidade de estabelecer parcerias para “compartilhar custos, riscos e, sobretudo, ideias que pos- sam confrontar o modelo de desenvolvimen- to e operação da Karoon em seus ativos”. Dos quatro credores que desembolsaramo crédito necessário ao FID de Patola, três são instituições financeiras (Deutsche Bank, ING, Macquarie). O outro é a Shell, que já possui outro tipo de parceria com a companhia aus- traliana: um contrato para transportar e co- mercializar a produção do óleo bruto do cam- po de Baúna, na Bacia de Santos. A Shell, no entanto, não possui nenhumdi- reito de preferência num eventual desinvesti- mento nesses ativos, assegurou a Karoon. US$ 1 bilhão No documento intitulado “Patola FID”, o presidente da Karoon Energy, Bruce Phillips, afirmou que a decisão final sobre Patola ele- vou os investimentos da empresa no país pa- ra cerca de US$ 1 bilhão. O montante histó- rico tem início em 2007, quando a petrolei- ra arrematou cinco blocos na 9ª Rodada da ANP, que deram origem às descobertas de Neon e Goiá, na Bacia de Santos. Na semana seguinte à aprovação da de- cisão final de investimento em Patola, a ANP aprovou o plano de desenvolvimento conjun- to de Neon e Goiá, cujo primeiro óleo está previsto para 2024 e 2027, respectivamente. Os compromissos firmes em Neon estão esti- mados em US$ 484 milhões, enquanto os de Goiá apontam para US$ 300 milhões. No en- tanto, os compromissos do plano são contin- gentes a progressos futuros nos campos. A contratação da unidade de produção para os ativos ainda está indefinida. Antes de Fowles assumir a posição de CEO emnovem- bro de 2020, as negociações estavam avan- çadas com a Altera Infrastructure para arren- damento do FPSO Piranema Spirit. Mas ape- sar do prolífico relacionamento entre ambos, que já resultou no arrendamento e operação do FPSO Cidade de Itajaí pela Altera, as dis- cussões parecem ter esfriado. Para o executivo, ainda é cedo para bater o martelo. Indagado se considerava a estra- tégia de fazer a ligação (tie back) de Neon e Goiá a Baúna para aproveitar a infraestru- tura do FPSO Cidade de Itajaí, Fowles dis- se descartar a opção devido à inviabilidade econômica do projeto. “As distâncias e os volumes estimados em Neon e Goiá impe- dem a sua economicidade”. Desenvolvimento de Patola Em seguida ao FID de Patola, a Karoon e TechnipFMC anunciaram o seu primeiro con- trato firmado em âmbito global. Para desen- volver a produção do reservatório, perten- cente a Baúna, cujo primeiro óleo deve jorrar no primeiro trimestre de 2023, a companhia franco-americana fornecerá árvores de natal
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