Brasil Energia | Ed. 470 - Agosto, 2021

Brasil Energia , nº 470, 1 de agosto de 2021 77 molhada, risers flexíveis, flowlines e umbili- cais, que serão interligados ao FPSO Cidade de Itajaí. Sob modelo contratual iEPCI ( Engi- neering, Procurement, Construction and Ins- tallation integrados), a entrega está prevista para ocorrer no segundo semestre de 2022. No mesmo período, terá início a opera- ção da Maersk em Patola. Junto a divulga- ção do contrato com a TechnipFMC, a Karo- on exerceu a opção de reter a sonda Maer- sk Developer. Com duração estimada de 120 dias, a sonda, que atualmente está em águas surinamesas, se deslocará do reservatório de Baúna, onde realizará campanha de worko- ver em quatro poços, para Patola, a fim de perfurar e completar dois poços. Em trajetória de declínio, o campo de Baú- na, que reúne os reservatórios de Baúna, Pato- la e Piracaba, produziu cerca de 12,6 mil boe/d no mês de abril, segundo a ANP. A expectativa é que as campanhas de workover em Baúna e o desenvolvimento de Patola deem um salto produtivo do campo para o patamar de 30 mil barris por dia. Diante de volumes que não justi- ficam sua comercialização, o gás produzido em Patola será reinjetado para aumentar o fator de recuperação de Baúna. Estratégias operacionais (e empresariais) “Se não tivermos uma reputação de ope- rador seguro e confiável, ninguém nos levará a sério”, afirma Fowles. O CEO diz que a pe- troleira está comprometida em aprimorar sua eficiência operacional para mitigar a intensi- dade de CO2 em cada barril de petróleo pro- duzido, de modo que o aumento da produ- ção em Baúna não signifique o crescimento das emissões na mesma proporção. Segundo o executivo, a estratégia de redução da pegada de carbono será per- manente, tendo em vista que a Karoon “é uma companhia que desenvolve e produz hidrocarbonetos”. Com previsão de ser apresentado ao board entre o terceiro e quarto trimestre deste ano, o documento Strategic Review irá mapear oportunidades de negócios em renováveis onde a compa- nhia enxerga potencial para mitigar a pe- gada de carbono. Contudo, a alta dos preços do petróleo no mercado internacional aguça o interesse da Karoon em prospectar novas oportunidades no mercado brasileiro de óleo e gás. O foco atual, sinaliza Fowles, são negócios do porte de Baúna, onde a companhia poderá atuar so- zinha, ou projetos maiores que possam resul- tar do desinvestimento de outras companhias. Quanto ao pré-sal, ainda é umsonho distante. No Brasil, a Karoon opera o bloco BM-S-40, que contém os reservatórios de Baúna, Piraca- ba e Patola, coletivamente chamados de cam- po de Baúna. A companhia detém, ainda, os campos de Neon e Goiá, e o bloco S-M-1537, que contém a descoberta de Clorita, todos na Bacia de Santos. “Queremos estar em ativos que estão em desinvestimento pela Petrobras ou naqueles onde companhias estão procuran- doparceiros e que sejamatraentes para aKaro- on”, conclui Julian Fowles. n Antônio Guimarães vai assumir o cargo de presidente da Karoon Brasil a partir de 1º de outubro Julian Fowles, CEO da Karoon: o board da empresa avaliará o planejamento para o desenvolvimento dos campos Neon e Goiá

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