Brasil Energia | Ed. 470 - Agosto, 2021

82 Brasil Energia , nº 470, 1 de agosto de 2021 E&P Embora as novas unidades te- nham capacidade de produção de óleo abaixo de 100 mil barris, ambas são consideradas robustas. O FPSO Anita Garibaldi será equipado com uma planta para 310 mil barris/dia de líquido, enquanto o Anna Nery terá 250 mil barris/dia de líquidos. O sistema terá injeção diária de 70 mil m³ de água no reservatório. O projeto de revitalização foi decisivo para assegurar a extensão da concessão de Marlim por mais 27 anos, até 2052. A prorrogação foi concedida pela ANP em 2016. Originalmente, o prazo final expiraria em 2025. Poços e sísmica Visando otimizar o acerto de de- talhes técnicos do projeto, a Petro- bras fará novo mapeamento sísmico 4D em Marlim, em 2021, entre se- tembro e novembro. A campanha se- rá executada pela Shearwater e co- brirá praticamente todos os 500 km² do campo. O levantamento auxiliará na defini- ção da melhor configuração dos po- ços do sistema de revitalização. A Pe- trobras prevê iniciar a campanha de perfuração dos 14 novos poços dos FPSOs Anita Garibaldi e Anna Nery em 2022. Como o número de poços não é expressivo, a proposta é de que a atividade seja executada por sonda da própria carteira, sem a necessida- de de demanda por unidade com de- dicação exclusiva. O projeto de revitalização do ativo já demandou a aquisição de 91,6 km de li- nhas flexíveis de gas lift da NOV, 13 ma- nifolds da TechnipFMC e outros contra- tos de materiais de ancoragem, equipa- mentos submarinos e umbilicais. A Pe- trobras irá adquirir ainda 447,8 km de linhas flexíveis, através de dois contratos que deverão ser fechados em breve. Números de Marlim A produção atual do projeto de 40 mil barris/dia de óleo é extraída atra- vés de 46 poços (29 produtores e 17 injetores), o que garante um volume médio de cerca de 1,3 mil barris/dia por poço. O campo foi colocado em operação em 1991 e desenvolvido sob o conceito de fases. A projeção é de que a produção média por poço no projeto de revita- lização volte ao patamar original mé- dio de 3,3 mil barris/dia de óleo. No passado, Marlim chegou a produzir, no pico, em 2002, 600 mil barris/dia de óleo e a ter dez unidades, entre se- missubmersíveis, FPSO e FSO, configu- ração que contemplava, na ocasião, a P-27, desmobilizada em 2013. O ativo integrou a lista dos primei- ros campos gigantes descobertos na Ba- cia de Campos, na década de 1980. Por longos anos, ocupou o título de maior campo produtor do país, registrando, no acumulado, uma produção de cerca de 3 bilhões de boe. Os primeiros sinais internos de aler- ta à necessidade de desenvolvimento de

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