Brasil Energia | Ed. 470 - Agosto, 2021

Brasil Energia , nº 470, 1 de agosto de 2021 83 um projeto de revitalização sugiram ainda em 2010, 20 anos após o início de opera- ção do campo. Na ocasião, o BS&W (Basic Sediment and Water) já demonstrava al- ta expressiva, indicando a necessidade de repensar o sistema e começar a estudar um novo modelo para o ativo. Descomissionamento pioneiro Em paralelo ao desenvolvimento e implantação do projeto de revitalização, a Petrobras vem trabalhando ativamen- te no descomissionamento das UEPs an- tigas. Pioneira no país, a megaoperação contemplará a desmobilização das nove unidades de grande porte que permane- cem em Marlim (P-33, P-26, P-32, P-37, P-18, P-19, P-20, P-35 e P-47), além de todo aparato de linhas e equipamentos, estimado em mais de 400 km de risers. Para se ter uma ideia do porte da operação, a atividade de descomissio- namento se estenderá até 2025. Dian- te do pioneirismo de desmobilizar um sistema de nove unidades e da sensibi- lidade do projeto do ponto de vista am- biental, o trabalho conta com o acom- panhamento quase que sistemático do Ibama, ANP e Marinha e processos de aprovação feitos por estágios, contem- plando cada unidade de forma isolada. O projeto de descomissionamento envolverá diversas atividades. Serão re- alizadas inspeções, limpezas e descone- xões dos sistemas submarinos, pull-out dos risers, desancoragem e destinação das UEPs e tamponamento permanente dos poços não aproveitados. Das nove unidades atualmente anco- radas no campo, apenas quatro perma- necem em operação (P-18, P-19, P-20 e P-47), enquanto outras cinco (P-33, P-26, P-32, P-37 e P-35) já em proces- so de descomissionamento, em estágios diferenciados. São três semissubmersí- veis e um FSO em atividade, ante a lista de três FPSOs, uma semissubmersível e um FSO fora de operação. As primeiras operações de descomis- sionamento de Marlim serão voltadas ao FSO P-32 e ao FPSO P-33, que dei- xarão o campo entre o fim de 2021 e o início de 2022. O projeto de desmobili- zação da unidade de estocagem já foi aprovado pelos órgãos externos de go- verno, sendo que o da unidade de pro- dução está em fase final de validação. Nos dois casos, a Petrobras optou pela estratégia de coordenar o projeto direta- mente, efetuando diversos contratos, ao invés de adotar o modelo de EPCI. O cronograma de descomissiona- mento dará prioridade, inicialmente, às unidades que já estão fora de operação. A estratégia de execução das outras se- te operações de desmobilização será analisada caso a caso, não sendo des- cartada a possibilidade de a Petrobras adotar contratos sob regime de EPCI. Paralisação da produção Para garantir o remanejamento dos 63 poços antigos que serão aproveita- dos no projeto de revitalização, a Pe- trobras paralisará, até o fim de 2022, as atividades da P-18, P-19, P-20 e

RkJQdWJsaXNoZXIy NDExNzM=