Brasil Energia | Ed. 470 - Agosto, 2021
84 Brasil Energia , nº 470, 1 de agosto de 2021 E&P P-47, que seguem operando atualmen- te. Durante um período curto, a produ- ção do campo ficará suspensa até que os FPSOs Anita Garibaldi e Anna Nery entrem em operação. “O carro chefe de Marlim é o proje- to revit, com os FPSOs Anita Garibaldi e Anna Nery. Ele é a prioridade da Petro- bras”, reforça Daniel Henriques Mesqui- ta Lage, gerente do projeto de revitali- zação do campo. Por enquanto, a petroleira ainda não definiu formalmente o destino das no- ve unidades de Marlim. A área técnica avalia a possibilidade de aproveitamen- to de algumas unidades do ativo em ou- tros projetos da carteira. A tendência é de que a maior par- te das unidades ou até mesmo todas sejam leiloadas, sem possibilidade de reaproveitamento em outros projetos da Petrobras. Até o momento, não foi detectado nenhum sistema com- patível que justificasse investimentos na adaptação das plataformas. É da- do como certo que P-33 e P-32 serão vendidas ao mercado. No que diz respeito à parte subma- rina, a projeção atual é de que 67 po- ços sejam descomissionados. O cam- po tem 130 poços (85 produtores e 45 injetores). Internamente, o descomissionamen- to/revitalização de Marlim é visto como um celeiro de experiência para outros ativos de carteira da Petrobras. O resul- tado promete balizar não só a execu- ção de outros projetos do pós-sal, como também, futuramente, os do pré-sal. “Isso já está sendo, de forma interna e externa, um grande aprendizado. Esse pioneirismo está desenhando nossa for- ma de pensar, a nossa relação com os órgãos e está trazendo a reboque mui- to conhecimento e lições aprendidas”, analisa o gerente do projeto. Desinvestimento em curso Em busca de um parceiro para divi- dir o aporte de investimentos, a Petro- bras inseriu o complexo de Marlim no programa de desinvestimento. O tea- ser do projeto foi lançado no fim do ano passado. A operação envolve a venda de 50% de sua participação nas concessões de Marlim, Voador, Marlim Leste e Marlim Sul. Como a Petrobras manterá a posi- ção de operadora do ativo e diante do fato de tanto o projeto de revitalização quanto de descomissionamento já esta- rem em curso, a tendência é de que o negócio atraia grupos interessados mui- to mais em adquirir reservas de óleo do que participar de projetos de produção. Executivos do setor miram suas apos- tas para o perfil de um sócio investidor. Sob essa ótica, os olhares se voltam a um interesse maior de petroleiras chine- sas e grandes fundos de investimentos internacionais. O desinvestimento do ativo está sendo conduzido sob a coordenação do Scotiabank. n
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