Brasil Energia | Ed. 470 - Agosto, 2021
88 Brasil Energia , nº 470, 1 de agosto de 2021 HÍDRICA as, Bem Querer (708,4 MW, rio Branco, Roraima) e Formoso (306 MW, rio São Francisco, Minas Gerais) estão em fase de elaboração de EVTE e EIA/Rima. No PDE 2030, a EPE inclui as três pri- meiras como viáveis para 2028 e 2029 e as duas últimas para depois de 2030. Outras quatro – Apertados (139 MW), Ercilândia (96,6 MW) e Comissário (140 MW), todas no rio Piquiri (Paraná), e Da- vinópolis, no Paranaíba, entre Minas e Goiás – também são apontadas como possíveis de viabilizar entre 2027 e 2029. Para depois de 2030, além das duas acima mencionadas, há mais 13 UHEs no estudo da EPE, totalizando 22 usinas e 5.461 MW. Das de grande porte que estão nos registros da Aneel, apenas Ja- tobá (1649,92 MW, no rio Tapajós, Pa- rá) aparece no PDE 2030. Cesta de ofertas Todas as usinas elencadas aparecem como uma “cesta de ofertas”, uma vez que no cenário de referência, com acréscimo de 4.333 MW de hidrelétri- cas entre 2026 e 2030, não há nenhum projeto novo, apenas modernização ou repotenciação de UHEs existentes. Mas a EPE enfatiza a importância que as hidrelétricas têm e terão no fu- turo do sistema elétrico brasileiro.Para ela, o aproveitamento hidrelétrico ainda representa um elemento importante de ampliação de oferta de energia elétrica no SIN, com potenciais benefícios à ma- triz elétrica, como a manutenção da ele- vada participação de fontes renováveis e as baixas emissões de gás do efeito estufa no longo prazo. Além disso, ainda para a Empresa, dadas as variáveis socioambientais, po- líticas e econômicas envolvidas, a deci- são de construir novas usinas está mais atrelada a uma abordagem estratégica de país do que a uma visão simplesmen- te setorial. O consultor Jerson Kelman, professor da UFRJ, ex-diretor da Aneel e ex-presi- dente da ANA, não tem dúvida que as UHEs devem seguir no radar do SIN. “As
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