Brasil Energia | Ed. 471 - Outubro, 2021
Brasil Energia , nº 471, 5 de outubro de 2021 101 Petroleiras Outro setor que tem se interessa- do pelo mercado de energia solar é o de óleo e gás. É o caso da Shell Brasil, que no início de julho assinou um ter- mo de cooperação com a siderúrgica Gerdau para a construção de um par- que solar no município de Brasilândia de Minas (MG). A unidade, batizada como Aquarii, terá capacidade insta- lada de 190 MW. Parte da energia gerada pelo ativo se- rá destinada às unidades de produção de aço da Gerdau e o restante será comercia- lizado pela Shell no mercado livre, a par- tir de 2024. O acordo firmado estabelece as premissas para a discussão e constitui- ção de uma joint venture, com participa- ção igualitária das duas empresas. Trata-se do primeiro projeto solar da Shell no Brasil. Há cerca de três anos, a petroleira iniciou sua estratégia de de- senvolver organicamente seu portfólio em geração solar, que na área de ener- gia, se somam aos investimentos na sua comercializadora Shell Energy Brasil, e na termelétrica Marlim Azul. A companhia planeja desenvolver outros parques solares nos estados de Minas Gerais e Paraíba. Além do par- que em Brasilândia de Minas, há ainda a previsão de instalação de usinas foto- voltaicas em Várzea de Palma (MG), de acordo com pedido de outorga enviado à Aneel em abril do ano passado. Já a norueguesa Equinor é a pioneira entre as petroleiras a investir em energia solar no Brasil.A primeira planta solar do portfólio global da empresa está locali- zada no Ceará: é o Complexo de Apodi, em operação desde 2018, com capaci- dade de 162 MW. Por fim, a portuguesa Galp vem dis- cutindo potenciais negócios de ener- gias renováveis e gás natural no Brasil com outras empresas e agentes, apos- tando na possibilidade de fechar seus primeiros contratos antes de 2025. Segundo o CEO global da Galp, An- dy Brown, o interesse na área de reno- váveis se direciona a investimentos em projetos puramente de energia solar, bem como usinas híbridas, associan- do solar com eólica. O plano global da petroleira prevê que a capacidade de geração de renováveis salte dos 1 GW para 4 GW em 2025. n Leonardo Diniz, da Fortlev Solar: subsidiária já corresponde a algo entre 30% e 40% do faturamento de todo do grupo Fortlev Marcio Osli, da Intelbras: entrada no mercado de energia solar superou expectativa
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