Brasil Energia | Ed. 471 - Outubro, 2021

102 Brasil Energia , nº 471, 5 de outubro de 2021 RESÍDUOS URBANOS C om a realização do primei- ro leilão com produto exclusi- vo para usinas termelétricas a partir de resíduos sólidos urba- nos, o A-5, em 30 de setembro, que ne- gociou a URE Barueri, de 20 MW (com12 MWm de garantia física vendidos no lei- lão), entre os 315 MW de 12 projetos ca- dastrados, a cadeia de fornecedores para essas usinas, ainda inéditas na América La- tina, começa a se movimentar no país. A bem da verdade em uma etapa inci- piente, sondando possíveis parceiros locais, expandindo suas ofertas para o setor no caso de grupos globais já estabelecidos no Brasil e em outros casos contratando seus primeiros executivos para desenvolver uma nova ope- ração brasileira, a ideia é estar pronto para quando a demanda surgir de fato. A movimentação é clara por envolver boa parte dos principais players globais desse mercado, um grupo restrito de em- presas com know-how em recuperação energética via incineração, que segundo o especialista Flavio Matos, da consultoria Wteec, é a tecnologia que representa 98% do total de 2.500 plantas de tratamento térmico de resíduos sólidos no mundo. Essas empresas que lideram o merca- do global são fornecedoras sobretudo do conjunto principal de equipamentos das usinas WTE (de waste to energy), que en- EXPECTATIVAS RENOVADAS Os 12 projetos inscritos no leilão A-5 evidenciam o interesse que a atividade voltou a despertar entre empreendedores e fornecedores. Grandes cidades ou consórcios de cidades médias e indústrias já tem planos para transformar resíduos em energia POR MARCELO FURTADO

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