Brasil Energia | Ed. 471 - Outubro, 2021
18 Brasil Energia , nº 471, 5 de outubro de 2021 TRANSIÇÃO ENERGÉTICA nha e da Holanda, ciosa em cumprir suas metas de descarbonização, e para gera- ção de combustível para transporte. Em 2030, a previsão é que a unidade de ele- trólise esteja produzindo 400 mil t/ano de H2V, até chegar à meta de 1 milhão de to- neladas em 2040. Até o fim deste ano, o desenho do projeto estará definido. Mas os empreendedores já dão como certo de que inicialmente o hidrogênio será produ- zido onshore, na cidade de Eemshaven, na Holanda, e na sequência, quando atin- gir a capacidade total, também em pla- taforma offshore, para ganhos de escala. Um outro projeto, o AquaVentus, será no Mar do Norte da Alemanha, e visa a instalação de 10 GW de potên- cia instalada de eólicas offshore até 2035, também para produzir 1 milhão de t/ano de H2V. Trata-se de projeto de um consórcio de 47 empresas e institutos de pesquisa, incluindo novamente a ale- mã RWE (atualmente a segunda maior operadora de eólicas offshore do mun- do), além de Siemens, Shell e Vestas. Este projeto terá unidades de eletró- lise offshore e prevê gasoduto para levar o combustível verde até o continente. Pa- ra isso, aliás, já foi assinado um memoran- do de entendimento entre RWE, Shell, Ga- sunie e Equinor, para viabilizar a primeira unidade de eletrólise, com 300 MW de capacidade eletrolítica e para produzir até 20 mil t/ano de hidrogênio verde por ano. Nesta fase, que servirá de experimento pa- ra a extensão do projeto, o hidrogênio se- rá transportado por gasoduto para a ilha Heligoland, de 2 km de comprimento no Mar do Norte alemão, que deve ser a base operacional do AquaVentus e que no futu- ro será conectada pelo duto ao continente. Para indústrias Há ainda outros projetos previstos com eólica offshore, com formatos um pouco distintos, voltados para atender Fonte: Equinor
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