Brasil Energia | Ed. 471 - Outubro, 2021

22 Brasil Energia , nº 471, 5 de outubro de 2021 TRANSIÇÃO ENERGÉTICA xos eólicos offshore com processos abertos de licenciamento no Ibama, que totalizam 46,6 GW de potência instalada, alguns de- les estão em regiões onde, mais recente- mente, foram divulgados os primeiros pro- jetos de hidrogênio verde do país. Os projetos de H2V já anunciados no Brasil se concentram nos portos do Pe- cém, no Ceará, no Porto do Açu, no Rio de Janeiro, e em Suape, em Pernambu- co, e também mais recentemente no Rio Grande do Norte, regiões onde há proje- tos de eólicas offshore em licenciamento. Comalta demanda energética para a pro- dução, os próprios envolvidos nos projetos de H2V contam, além da disponibilidade de solares e eólicas onshore, no caso dos portos nordestinos, com a expectativa de viabiliza- ção futura das eólicas offshore. Para o proje- to do Porto do Açu, da Fortescue, por exem- plo, mesmo que o Rio não conte com gera- ção eólica onshore, há seis projetos offshore no Ibama, cinco na costa do Rio e um no Es- pírito Santo, totalizando 18,2 GW. E o prognóstico tem se tornado cada vez mais animador para os investidores que co- meçam a estruturar seus projetos submeten- do-os, nessa primeira fase, ao licenciamento no Ibama. Recentemente, o Ministro de Mi- nas e Energia, Bento Albuquerque, prome- teu ajustes regulatórios até o fimde 2021pa- ra permitir a implantação dos primeiros com- plexos. Alémdisso, há dois projetos de lei pa- ra regular a nova fonte no país, embora al- guns investidores considerem desnecessária uma regulamentação própria. No caso dos projetos de H2V no Pecém, há o da Qair Brasil, cujo memorando de en- tendimento foi assinado com o governo cearense em julho, para desenvolver plan- ta de H2V de 2,2 GW para gerar 296 mil t/ ano no hub previsto para o complexo indus- trial e portuário, para o qual a energia deve ser gerada pelo Complexo Eólico Marítimo Dragão doMar, de 1,2 GW, da própria Qair, com localização na plataforma continen- tal da costa de Acaraú-Ceará e desde julho deste ano comprocesso aberto no Ibama. A previsão da Qair é produzir e comercializar o H2V a partir de 2023. Basta saber se o com- plexo eólico estará pronto até lá. Ainda no Complexo de Pecém, há mais três projetos já com memorandos assina- dos com o governo cearense, com as aus- tralianas Enegix e Fortescue e com a ame- ricana White Martins. A previsão do go- verno local é de que o hub em projeto, com possivelmente mais outros dois ou três empreendimentos, consiga produzir 900 mil toneladas de H2V por ano, com capacidade de eletrólise de 5 GW. Sobreposição Embora as outras empreendedoras não tenham projeto de eólica offshore próprios, como a Qair, será provável que elas con- tem, além da energia solar e eólica onsho- re abundantes no estado do Ceará, com a geração futura que deve estar disponível na costa cearense, dado que há cinco projetos offshore em licenciamento no Ibama, que totalizam 6,3 GW. São projetos dos em- preendedores BI Energia (Caucaia, de 576 MW), Asa Branca I (720MW), Jangada (For- ça Eólica, de 3 GW), Camocim (1,2 GW) e o Dragão do Mar (da Qair, 1,2 GW).

RkJQdWJsaXNoZXIy NDExNzM=