Brasil Energia | Ed. 471 - Outubro, 2021
Brasil Energia , nº 471, 5 de outubro de 2021 23 Outra expectativa de sinergia entre as tecnologias no Brasil deve ocorrer no Rio Grande do Norte. Isso porque no come- ço de agosto o governo estadual assi- nou memorando de entendimento com a empresa Enterprize Energy, de Cinga- pura, para ações de cooperação e inter- câmbio técnico, econômico e ambiental para a implementação de parques eóli- cos offshore e produção de hidrogênio e amônia verde no estado potiguar. A em- presa já desenvolve projetos de H2V na Ásia e, especificamente no Vietnã, pro- move projeto de 5 GW de eletrólise. No caso do Rio Grande do Norte, há 6,9 GW de quatro projetos eólicos offsho- re com processo de licenciamento no Iba- ma: o Pedra Grande, de 624 MW, o Ma- ral, de 2.011,5 MW, o Alísios Potigua- res, de 1.845 MW, e o Ventos Potiguar, de 2.484 MW. Embora seja uma potência considerável, o problema desses projetos é que eles estão sobrepostos. Trata-se aí, inclusive, de um exemplo de obstáculo que ainda precisa ser supe- rado para tornar o ambiente com seguran- ça jurídica para os investimentos em eólica offshore no país, cujo potencial é de 1,2 TW em profundidades de até 50 metros, segundo estimativa do Banco Mundial. Isso porque o Ibama não saberá a quem dar a licença prévia de instalação, já que há parques na costa potiguar (e piauiense) ocupando a mesma área ma- rítima nos pedidos no Ibama. É uma questão, entre outras, de ordem regu- latória, que deve ser solucionada para o bem dos empreendedores e do país, que não pode perder a grande oportunida- de de ter mais energia limpa abundante e de participar do trilionário mercado do hidrogênio verde. n
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