Brasil Energia | Ed. 471 - Outubro, 2021

38 Brasil Energia , nº 471, 5 de outubro de 2021 GÁS volvimento de um modal de soluções para os problemas que a crise energé- tica apresenta, que seja resultado de um planejamento integrado, elaborado conjuntamente pelas diversas instâncias envolvidas com a questão, a saber: o governo federal, a ANP, os governos es- taduais e as suas agências reguladoras”, afirma Luiz Gavazza. Enquanto isso, no Espírito Santo, a ESGás faz planos de investir cerca de R$ 300 milhões nos próximos dez anos. As metas são a implementação de 292 Km de dutos e ligação de 96 mil novos con- sumidores à rede da companhia. O pro- jeto prioritário é a interligação da rede de distribuição de Linhares ao gasoduto Cacimbas-Vitória, da TAG. O objetivo é ampliar a capacidade de fornecimento ao município, atualmen- te limitada a 40 mil m³/d e atendida por meio de caminhões de Gás Natu- ral Comprimido (GNC), com custos ope- racionais mais elevados. A região de Li- nhares tem recebido fortes investimen- tos industriais, que ampliam o potencial de consumo. “O investimento permitirá que a malha de distribuição seja ampliada, por meio da construção de 28 km de rede, em um prazo estimado de execução de 12 me- ses. Assim, poderemos atingir a capacida- de de fornecimento de 360.000 m³/dia e a redução da movimentação de seis car- retas, que juntas fazem 240 viagens men- sais de ida e volta em um percurso de 63 quilômetros”, explica o diretor-presidente da ESGás, Heber Resende. Além desse projeto, a ESGás prevê a expansão da rede e a ligação de clien- tes nos segmentos residencial e comer- cial. Para abrir novos mercados, a com- panhia aposta na expansão geográfica para regiões atendidas por meio de ca- minhões de GNC e na captura do mer- cado potencial. Já no Mato Grosso do Sul, a MSGás planeja investir R$ 154 milhões para im- plementar 120 Km de novas redes, que deverão aumentar de 11 mil para 29 mil o número de clientes conectados à distribuidora. O objetivo, nos próximos três anos, é levar o gás natural de Cam- po Grande até a cidade de Dourados, permitindo atender à demanda da in- dústria e do agronegócio. Segundo o diretor-presidente da em- presa, Rui Pires dos Santos, o estado ho- je consome cerca de 500 mil m³/d pa- ra o segmento não térmico, chegando a 1 milhão de m³ por dia, em função da demanda para geração térmica. Assim como nos demais estados, para que os investimentos da MSGás atinjam todo o potencial, será preciso diversificar a oferta e reduzir o preço do gás. Sem a integração das redes de trans- porte, a importação de GNL ou a produ- ção do pré-sal não podem atender o es- tado, diz Santos. E a conclusão é a mes- ma: “A margem das distribuidoras cor- responde a apenas 15% do preço. Para ter gás barato, precisamos destravar o mercado e ter acesso efetivo dos carre- gadores à malha de transporte”. n

RkJQdWJsaXNoZXIy NDExNzM=