Brasil Energia | Ed. 471 - Outubro, 2021

Brasil Energia , nº 471, 5 de outubro de 2021 77 O Brasil tem menos de 10% dos mais de 87 milhões de unidades consumidoras com medidores inteligentes ins- talados. Medidores são apenas o compo- nente mais visível do que se entende como tecnologia de smartgrid. No restante da re- de a situação é pior, colocando o país no banco de reservas na implementação das redes inteligentes. O diagnóstico é de um estudo de abril, feito pelo BID e pela con- sultoria internacional EY. Segundo especia- listas, este é o resultado da falta de políti- cas públicas, mas também de regulamen- tação para o setor. Apenas, baseadas em programas de P&D dos anos 2010 e na pura necessida- de de reduzir custos operacionais, perdas ou de acompanhar o desenvolvimento tecnológico de suas matrizes, as distribui- doras de energia investem naqueles pro- gramas de melhor retorno econômico, nem sempre no bem estar da população. A paranaense Copel, por exemplo, anunciou este ano um investimento de R$ 820 milhões para instalar 1,5 mi- lhão de medidores inteligentes nos próximos 30 meses. A expectativa da empresa é poder se aproximar de seus clientes por meio de aplicativos, reduzir custos com equipes de medição e ofe- recer novos serviços, além de melhorar os índices de qualidade DEC e FEC au- ditados pela Aneel. “Com a nossa própria rede de teleco- municação poderemos atender nossos clientes com mais rapidez, religar auto- maticamente unidades específicas a par- tir do nosso centro de controle e econo- mizar tempo e dinheiro com equipes em campo”, explica Edison Ribeiro da Silva, gerente de projetos especiais. Projeto Inovcity da EDP em Aparecida EDP no Espírito Santo

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