Brasil Energia | Ed. 471 - Outubro, 2021

78 Brasil Energia , nº 471, 5 de outubro de 2021 DISTRIBUIÇÃO A empresa pretende lançar uma licita- ção para comprar medidores inteligentes, software de gerenciamento, religadores e outros equipamentos para montar sua própria rede de comunicação, baseada em rádio frequência e tecnologia Mesh e sistemas MDM, com os quais espera dar um salto de qualidade com redução signi- ficativa nos custos de operação. No município de Ipiranga, a Copel completou a conexão de todos os 15 mil moradores com medidores inteligentes em 2018, projeto piloto que, agora, pas- sa para a fase de implantação de cidades inteligentes, integrando semáforos e ou- tros equipamentos à rede. Em Vila Velha, no Espírito Santo, a EDP Brasil planeja instalar nos próximos anos 55 mil medidores, uma rede LTE privada e sistemas de religamento e sensoriamento de redes, o que servirá de teste para tec- nologia em uma área com grande diversi- dade populacional. “Escolhemos Vila Velha exatamente por causa da diversidade e do adensa- mento populacional, para podermos tes- tar o sistema como um todo”, diz Evandro Escopel, diretor de Planejamento e Enge- nharia da Distribuição da EDP no Brasil. A decisão de renovar a aposta em re- des inteligentes vem da experiência que a empresa teve no projeto Inovcity, em Aparecida, no norte do estado de São Paulo, onde foram instalados 15 mil medidores inteligentes no início da dé- cada passada. Já a Neoenergia escolheu a tecnologia celular para implantar uma rede com 75 mil medidores inteligentes na cidade de Atibaia, dentro da área de concessão de sua controlada Elektro. Em frequência de 3.5Ghz, a rede pró- pria no interior paulista ligará não só os medidores inteligentes, mas também sen- sores, sistemas de automação de redes e religadores de redes com tecnologia self- -healing, ou seja, de auto recomposição, que permite restabelecimento de uma re- de em até 60 segundos. “Essa é uma tendência mundial na área de distribuição que coloca as com- panhias em um modelo de fluxos mul- tidirecionais de energia. Para orquestrá- -los, a digitalização é uma necessidade, por isso o investimento em automação, medição inteligente, sistemas de tempo real, big data e analytics”, explica Ricar- do Leite, superintendente de Smart Grid do grupo. Segundo o executivo, já foram investidos R$450 milhões em smart grid nos últimos três anos. Nova onda Para o consultor e presidente do Smart Grid Fórum, Cyro Boccuzzi, o que se vê é uma nova onda de investimento, apesar de uma década de falta de políti- cas públicas. “Os investimentos em au- tomação não pararam e a telemedição já está instalada em quase 100% dos consumidores de alta tensão”. O smart grid, ou rede inteligente, é por definição um sistema complexo composto de redes de comunicação, sis- temas de controle, equipamentos co- nectados e controlados à distância que,

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