Brasil Energia | Ed. 471 - Outubro, 2021

80 Brasil Energia , nº 471, 5 de outubro de 2021 DISTRIBUIÇÃO sultoria Smart Frees, que trabalha com redes e cidades inteligentes.​ Para ele, o atraso tecnológico por não ter im- plementado rede inteligente em esca- la massiva na última década vai ter um custo financeiro para o desenvolvimen- to industrial do país. Hoje, a maior par- te dos componentes e equipamentos terão que ser importados, onerando in- vestimentos, principalmente por conta da questão cambial. “O Brasil vai sofrer muito para im- plementar a tecnologia, os países que estavam desenvolvendo tecnologias como o Japão e a Holanda avançaram muito. O ciclo de vida de tecnologias TIC é de três meses. Cada ano de atra- so nos coloca quatro gerações atrás” lembra Frees. E mesmo que o país reúna alguns dos principais atributos necessários pa- ra avançar no smart grid, deixar para o consumidor escolher sozinho, sem in- centivos nas tarifas ou financiamento, não funcionou. De acordo com o estudo do BID/EY so- bre inovação no setor elétrico, o Brasil é um dos líderes no uso e aplicação de big data, análise avançada de dados, block- chain e automatização. Mas, em termos de cibersegurança, penetração de redes e conexão entre pares, o país fica bem aquém não só dos países referência como Estados Unidos, Austrália e Reino Unido, mas também do México, Paraguai, Uru- guai, Colômbia e Chile. Segundo Cyro Boccuzzi, no vácuo de políticas e de uma regulamentação mais Evandro Scopel, da EDP Brasil: diversidade topológica e de clientes é um dos grandes desafios para implantar nova tecnologia da empresa Carlos Frees, da Smart Frees: Brasil abandonou as redes inteligentes Ricardo Leite, da Neoenergia: smart grids são um vetor de transformação para as cidades, integrando as mudanças necessárias para as smart cities Cyro Boccuzzi, do Smart Grid Fórum: “Sem medidores inteligentes fica mais difícil gerenciar a demanda e até permitir que a distribuidora aloque carga de uma maneira mais eficiente”

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