Brasil Energia | Ed. 472 - Dezembro, 2021

Brasil Energia , nº 472, 6 de dezembro de 2021 61 P rimeira vencedora de leilão com produto exclusivo para contratar usina térmica a re- síduos sólidos urbanos, o A-5 de 30 de setembro, com sua URE Barue- ri, de 20 MW, na região metropolitana de São Paulo, a Orizon Valorização de Resíduos mira vários outros voos em ro- tas de recuperação energética. Proprietária de cinco aterros sani- tários no Rio de Janeiro, Pernambu- co e Paraíba, e com estratégia pós-IPO feito em fevereiro, quando levantou R$ 486,8 milhões, de adquirir mais 20 milhões até o fim do ano em outras ci- dades no Sudeste, Centro-Oeste e Nor- deste, a empresa tem e terá por mui- tos anos farta matéria-prima para gerar energia a partir do lixo. Mais especifica- mente, espera mais do que dobrar, até o fim de 2021, o volume atual de 5 mi- lhões de toneladas de resíduos sólidos urbanos sob sua operação e atingir 12 milhões de toneladas. Com todo esse volume à disposição, todos os aterros da empresa têm na re- cuperação energética e na reciclagem de materiais um meio de tornar o sim- ples descarte no maciço do aterro uma alternativa secundária. Batizados de ecoparques, os locais privilegiam soluções ecologicamen- te corretas, conforme explicou à Brasil Energia o diretor de engenharia e im- plantação da Orizon, Jorge Elias. Apro- veitar o potencial calorífico do lixo, o que elimina definitivamente o passi- vo ambiental e prolonga a vida útil dos aterros, é plano central da estratégia e deve resultar em nova empresa do gru- po voltada a negócios de energia. Se ainda não aptos para a experiência de Barueri, cuja usina térmica com inci- neração direta dos RSUs se tornou viá- vel apenas por conta do leilão de ener- gia, os ecoparques são objeto de outras experiências de valorização energética, seja na forma da recuperação do bio- gás ou para a produção de combustíveis derivados de resíduos urbanos (CDRUs), utilizados em fornos de cimento e com possibilidade futura de expansão de uso industrial. Para começar pela valorização ener- gética mais tradicional, segundo Elias, a empresa já figura entre os maiores

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