Brasil Energia | Ed. 472 - Dezembro, 2021
62 Brasil Energia , nº 472, 6 de dezembro de 2021 RENOVÁVEIS players do país em geração térmica a biogás de aterro, com 63 MW de capa- cidade instalada, e deve expandir ainda mais esse aproveitamento com os no- vos aterros que entrarão no portfólio da empresa em breve. No aterro de Jaboatão dos Guarara- pes, que recebe diariamente 4 mil t de RSU da região metropolitana de Recife (PE), há uma térmica a biogás de 25,6 MW, em ampliação para 28,4 MW. No de João Pessoa, outra de 5 MW, tam- bém sendo ampliada para 5,6 MW. As demais são em aterros no estado do Rio: em Nova Iguaçú, uma UTE de 17 MW; em São Gonçalo, de 8,4 MW; du- as miniusinas de geração distribuída em Barra Mansa; uma miniusina de GD de 5 MW no ecoparque de Nova Iguaçú; e mais outra de mesma potência (5 MW) em São Gonçalo, que está em análise para implantação. CDRUs A entrada do grupo na outra rota de valorização energética do lixo – com- bustíveis derivados de resíduos urbanos – está em fase de implantação no aterro de Jaboatão dos Guararapes. No momento, a Orizon está cons- truindo uma unidade de triagem meca- nizada do lixo, contratada à alemã Sta- dler por R$ 70 milhões. Essa unidade vai processar cerca de 35% do volume to- tal de lixo do aterro, por volta de 500 mil t/ano, dos quais 100 mil t/ano se- rão transformados em CDRUs. Os com- bustíveis renováveis, que ainda depen- dem de um módulo especial para serem preparados e que será contratado pe- la mesma fornecedora alemã por mais um investimento de R$ 20 milhões, se- rão vendidos a cimenteiras da região na substituição do coque de petróleo. De acordo com Jorge Elias, na mé- dia o CDRU vai custar às cimenteiras en- tre R$180 e R$200 por tonelada, contra mais de R$350/t do coque. Com poder calorífico entre 3.000 e 3.500 kcal/kg, contra 5.000 kcal do coque, o CDRU vai ser preparado também conforme as exigências de granulometria e umida- de dos clientes. Essa etapa está sendo negociada com as cimenteiras e deter- minará os investimentos no módulo de CDRU, que inclui uma etapa de tritura- ção, em contratação com a Stadler. Por ter baixo valor agregado, a viabi- lidade da operação comercial do CDRU depende do frete, o que exige uma pro- ximidade máxima de 50 km entre as ci- menteiras e o aterro, explica Elias. E is- so ocorre em Jaboatão dos Guararapes, onde há na proximidade várias indús- trias da área, e deve ocorrer também nas operações de Minas Gerais, em aterro da própria Orizon em fase de projeto. Quando não há cimenteiras na dis- tância para viabilizar a negociação, os aterros devem contar apenas com a uni- dade de triagem mecanizada de separa- ção dos recicláveis. Do total que passa por essa etapa, entre 6% e 8% são de materiais reaproveitáveis para recicla- gem (papéis, plásticos, borrachas etc). Os materiais que, misturados, formam
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