Brasil Energia | Ed. 472 - Dezembro, 2021
64 Brasil Energia , nº 472, 6 de dezembro de 2021 RENOVÁVEIS vos leilões com produto para a fonte. Para o ACL, diz o diretor, a negocia- ção pode ser facilitada pelo descon- to de 100% no uso do fio que a usi- na tem direito pela outorga concedi- da antes de fevereiro de 2022, quan- do termina o prazo para os subsídios de novos projetos de renováveis. Se- gundo ele, o preço com a isenção de 100% oscila hoje entre R$150 e R$160 por MWh em relação à ener- gia convencional e de até R$110 em relação às renováveis com 50% de desconto (eólica, biomassa e solar). No planejamento, a URE Barueri de- ve adiantar sua entrada em operação para 2025. Isso garante o desconto no fio por 30 anos, já que fica dentro do prazo máximo de quatro anos, após a obtenção ou renovação da outor- ga do projeto, estabelecido pela no- va lei 14.120, que entre outros pon- tos acabou com o subsídio das reno- váveis. Pelo leilão, a URE só precisaria estar operando em janeiro de 2026. A geração antecipada vai possibilitar re- ceita nova tanto no mercado regulado quanto no mercado livre. Embora o financiamento de Ba- rueri estivesse acordado com o Ban- co Mundial e a Caixa Econômica Fede- ral, por conta do adiamento delibera- do do projeto para entrar no leilão, os contratos caducaram. Mas Elias acre- dita que a empresa ficou mais robus- ta após o IPO e por isso o acesso a ou- tras linhas privadas, nacionais e inter- nacionais, está mais fácil. Como a tec- nologia da usina será importada, res- ta ainda a possibilidade de se obter fi- nanciamento no exterior. Com início da construção previsto para o segundo trimestre de 2022, en- tre 32 e 36 meses serão suficientes para colocar a URE Barueri em operação. A brasileira Siner será a empresa respon- sável pelo EPC mas o fornecedor da li- nha de incineração, considerado o co- ração da usina (fornalha, caldeira e tra- tamento de gases), ainda não está de- finido. A escolha está entre dois gran- des players globais da área, que passa- rão por uma “mini-licitação” entre no- vembro e dezembro deste ano. Entre os principais fornecedores da tecnologia figuram empresas como a americana Babcock & Wilcox, a belga Keppel Se- ghers, a suíça-japonesa Hitachi Zosen Inova e a alemã Martin. n Os ecoparques são objeto de experiências de valorização energética,seja na forma da recuperação do biogás ou para a produção de combustíveis derivados de resíduos urbanos (CDRUs)
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