Brasil Energia | Ed. 473 - Fevereiro, 2022
Brasil Energia , nº 473, 1 de fevereiro de 2022 101 sição – com a eletrificação sem acelera- ção, e constatou que o custo por tone- lada de CO 2 equivalente cai de US$86 para US$50, permitindo atingir as me- tas mais rapidamente. “O principal motivador da eletrifica- ção é a redução da pegada de CO 2 ”, diz Afonso Sartori, diretor de energia e recur- sos naturais da EY, consultoria que traba- lha o tema na indústria em geral e, mais especificamente, na indústria de minera- ção e metalurgia, considerada a ponta de lança da eletrificação industrial no Brasil. A lógica da eletrificação para o se- tor produtivo é simples: quando se tro- ca um motor a diesel em uma esteira ou um caminhão carregado de minério em um pit de uma mina por um equi- pamento elétrico, é possível deixar de emitir dióxido de carbono pela queima imediata do combustível fóssil e garantir fornecimento de energia renovável para a unidade fabril. “Muitas empresas do setor investem em enormes parques eólicos e solares, como a Vale, Rio Tinto e a Anglo Ame- rican”, lembra João Paulo Brito, diretor da mineração e metais da EY. A atividade de mineração no mundo consome 10% de toda a energia pro- duzida, mas é responsável por cerca de 25% de toda a emissão global de CO₂. Segundo Brito, o setor de mineração e metais no Brasil está caminhando para
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