Brasil Energia | Ed. 473 - Fevereiro, 2022

Brasil Energia , nº 473, 1 de fevereiro de 2022 15 O Brasil deu um passo impor- tante para modernizar o se- tor elétrico, com a aprova- ção pela Aneel, no dia 30 de novembro do ano passado, da Reso- lução Normativa 954, que regulamenta a implantação de centrais geradoras híbri- das (UGH) e associadas. Com vigência a partir de 3 de janeiro deste ano, a norma esperada por investidores de energia es- tabelece regras para a outorga, a contra- tação do uso dos sistemas de transmis- são e a tarifação dos empreendimentos e descontos nas tarifas de uso (Tust) das usinas híbridas e associadas. Fruto de amplo debate no setor, que incluiu consulta pública em duas fases, a regulamentação viabiliza a implementa- ção dessas centrais, cujo conceito com- bina duas ou mais fontes de geração de energia. As usinas associadas contam com duas ou mais outorgas de fontes diferentes que compartilham a mesma conexão física e contratual e de uso da rede, mas com sistemas de medição dis- tintos. Já as híbridas contam com uma única outorga para as duas ou mais fon- tes, e podem tanto ter sistemas de me- dição distintos como um único para to- das as fontes de geração. E, logicamen- te, compartilham a mesma conexão físi- ca e contratual (CUST). São muitas as vantagens da viabi- lização desses empreendimentos, que devem, daqui para a frente, fazer par- te do planejamento da maioria dos empreendedores de energia, principal- mente no campo das renováveis. Com os déficits na capacidade de transmis- são em alguns pontos do sistema na- A AES pretende incluir 700 MW de solar fotovoltaica no parque eólico de Alto Sertão II (foto à esquerda) em Caetité, na Bahia. Já na área de hidrelétricas, a empresa pretende associar 122 MW em módulos fotovoltaicos em terreno da UHE Água Vermelha (foto à direita), em São Paulo

RkJQdWJsaXNoZXIy NDExNzM=