Brasil Energia | Ed. 473 - Fevereiro, 2022

Brasil Energia , nº 473, 1 de fevereiro de 2022 17 para definir esses temas importantes para a operacionalização das usinas, ou seja, até o dia 5 de abril de 2022. Serão decididos nesse prazo pelo ONS, por exemplo, os mecanismos de corte de geração para impedir sobre- carga na rede provocadas por usinas híbridas e associadas. Não é para me- nos, já que a Aneel projeta uma possi- bilidade de entrada de 9 GW de potên- cia no Nordeste com os novos projetos, para aproveitar a complementaridade de solar e eólicas na região com o atual sistema de transmissão. Mas essas pendências não impedem os investidores de já começaram a apro- veitar a regulamentação para preparar seus projetos híbridos. Já na certeza de que a normatização para as híbridas sai- ria em 2022, vários empreendedores têm projetos engatilhados para sair do papel, sendo que alguns deles declaram a intenção de pedir outorgas já no de- correr deste ano. Um exemplo de grupo com interesse em expandir seu parque gerador com hí- bridas e associadas é a AES Brasil. Logo no início de 2022, segundo o diretor de De- senvolvimento de Novos Negócios, Bernar- do Sacic, o grupo deve entrar com pedidos de outorga na Aneel para dois projetos de solares para serem incluídos como associa- dos a duas usinas existentes, e em uma hi- drelétrica com um complexo eólico. Em eólica, o objetivo é incluir 700 MW de solar fotovoltaica no parque Alto Sertão II, de 386 MW, nos mu- nicípios de Caetité e Guanambi, na Bahia. Já em hidrelétrica, a escolhida entre as 11 usinas do grupo é asso- ciar 122 MW em módulos fotovoltai- cos em terreno da UHE Água Verme- lha, de 1,3 GW, em Uroeste, no inte- rior paulista. O cronograma para os dois projetos de estreia é de iniciar as obras e a geração ao longo de 2023. A AES tem programado, ainda no primeiro semestre de 2022, incluir uma UFV de 500 MW no complexo eólico Cajuína, no Rio Grande do Norte, de 1,1 GW, e que tem previsão de entrar em operação no segundo semestre de 2023. Mais para a frente, ainda sem previsão de pedido de outorga por es- tar ainda sob estudo da incidência solar do local, a ideia é incluir mais 500 MW no complexo eólico Tucano, na Bahia, de 580 MW, cuja transmissão foi ener- gizada em dezembro de 2021. Com um pipeline inicial de 2 GW de projetos solares, segundo Sacic, por en- quanto apenas uma UFV de 378 MW, em Arinos, Minas Gerais, será somente com fonte solar, sem hibridismo. Pesou na decisão a alta competitividade de Minas Gerais em incentivar a instala- ção de renováveis, que isenta de ICMS a energia consumida de usinas instala- das no estado. “Há um benefício direto para o consumidor”. Mas as demais instalações de usi- nas solares terão prioritariamente o destino da complementaridade com as fontes eólicas e hídricas. Isso por- que além da economia para o inves- tidor, que só precisa fazer um aporte

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