Brasil Energia | Ed. 473 - Fevereiro, 2022

20 Brasil Energia , nº 473, 1 de fevereiro de 2022 GERAÇÃO HÍBRIDA Em seu portfólio com usinas hídri- cas de grande e pequeno porte, a AES avaliará as facilidades técnicas de cada uma delas para a conexão e o quan- to seria necessário ser investido para adequá-las para implantar plantas so- lares no mesmo sistema. Feitas essas análises, que incluem ainda o levanta- mento da capacidade de geração adi- cional, aprova-se ou não a viabilidade e, no caso positivo, busca-se um con- trato no mercado livre para se definir pelo investimento. Para estruturar os projetos híbridos, os empreendedores também precisam saber qual o limite ideal de potência para que não precisem contratar mais nada de MUST (montante de uso do sistema de transmissão). Para asso- ciar as duas usinas, o montante po- de ser equivalente ao mínimo da usi- na de maior potência até a soma das duas. Dessa forma, há a necessidade de adequar a geração do projeto, pela complementaridade das fontes e uso nos determinados horários, dentro do limite contratado. Nessa primeira fase de projetos, a AES Brasil vai estruturar as usinas solares dentro de usinas existentes, mas na se- quência, segundo Sacic, a ideia é pedir outorgas para projetos híbridos na sua concepção. Além disso, no longo prazo, a empresa pretende usar a solução para suprir de energia renovável projetos de hidrogênio verde que pretende erguer no Nordeste do Brasil, mais especifica- mente no Ceará. Em dezembro, a empresa assinou memorando de entendimento com o governo do Ceará e com o Com- plexo Industrial e Portuário do Pe- cém para estudar a viabilidade de produção de H2 verde no hub que está sendo planejado para existir no porto cearense nos próximos anos. Com previsão de investimento na ordem de US$ 2 bilhões, o comple- xo deve contemplar a construção de um complexo híbrido de eólica e so- lar de aproximadamente 1,5 GW, que alimentará de eletricidade a produção de 500 mil toneladas por ano de hidrogênio. Elisa Bastos Silva, da Aneel: híbridas devem postergar a necessidade de novos investimentos em expansão

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