Brasil Energia | Ed. 473 - Fevereiro, 2022

Brasil Energia , nº 473, 1 de fevereiro de 2022 21 Mais investidores Há outros investidores já divul- gando planos em híbridas. A VTRM, joint venture formada pela Votoran- tim Energia e a canadense CPP In- vestments, tem o primeiro projeto associado eólico e solar já outorga- do em maio pela Aneel em caráter piloto. O projeto reúne uma usina solar de 85,2 MWp ao lado do já existente parque eólico Ventos do Piauí I, de 206 MW. A previsão de operação é para o início de 2023 e envolve R$ 189,98 milhões. Também a 2W Energia, comer- cializadora que está investindo em geração própria, informou à Brasil Energia que tem planos de entrar no campo das usinas híbridas. A es- tratégia da empresa, segundo disse o diretor de investimentos Walter Tatoni, é complementar com fonte solar o seu pipeline inicial de ge- ração constituído por dois parques eólicos: o Anemus, em Currais No- vos (RN), de 138,6 MW, que entra- rá em operação em setembro de 2022, e o Kairós, de 261 MW, em Icapuí (CE), cuja primeira fase está programada para iniciar operação em março de 2023, para conclusão total no decorrer do mesmo ano. Segundo Tatoni, o cronograma é implantar uma UFV de 250 MW jun- to ao Anemus. Já com licença pré- via de instalação, a estruturação do investimento começa em junho de 2022, com perspectiva de entrar em operação no fim de 2023. No Kai- rós, uma UFV de 210 MW virá na se- quência da instalação do parque eó- lico cearense. A previsão de investi- mento em solar, nessa primeira fase de criação de portfólio próprio de geração, é de R$ 2 bilhões. Faz par- te dos planos também um terceiro projeto híbrido eólica-solar em ges- tação no momento. Outra investidora que pretende aproveitar a complementaridade das fontes solar e eólica é a Voltalia. Os planos da empresa envolvem o clus- ter Serra Branca, em Serra do Mel, no Rio Grande do Norte, com plane- jamento de chegar a 2,4 GW. O em- preendimento terá 500 MW em so- lar para serem agregados ao parque eólico, que já contempla 1.084 MW, com a entrada em operação total em junho de 2021 dos parques Ventos da Serra do Mel 3 (152 MW) e 4 (59 MW), complementando os Ventos da Serra do Mel 1 (163 MW) e 2 (128 MW), concluídos em 2020. Segundo a empresa, os parques solares, que serão conectados na mesma Subestação MEL I 34,5/500 kV, onde os eólicos do Serra Bran- ca em operação e em desenvolvi- mento se conectam, se beneficiarão de mesmos contratos de conexão ao sistema de transmissão, proporcio- nando as economias esperadas com a operação híbrida. n

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