Brasil Energia | Ed. 473 - Fevereiro, 2022

26 Brasil Energia , nº 473, 1 de fevereiro de 2022 PETRÓLEO A Petrobras ofertou até agora 16 teasers de ativos onshore, reunindo 201 campos agrupados em polos informais e pontuais de bastidores en- tre os novos entrantes e pequenas pe- troleiras, ainda que de forma muito pre- liminar. Apesar de algumas petroleiras começarem a trocar as primeiras figu- rinhas sobre eventuais possibilidades de negócios, o mercado secundário só ga- nhará força a partir de 2023. O cronograma está atrelado ao fa- to de que parte dos grandes desinvesti- mentos onshore da Petrobras ainda não foram formalmente concluídos, deven- do ser finalizado apenas entre o final do primeiro semestre e o início do segundo semestre. Segundo a Abpip, a produção dos desinvestimentos – já com operação de closing firmada – soma até o momen- to 35 mil barris/dia, enquanto os negó- cios ainda por serem finalizados totali- zam uma produção de 135 mil barris/dia. Executivos do mercado onshore projetam que os negócios oriundos do chamado mercado secundário devem ter suas operações de closing firmadas em 2024. A aposta domercado se volta, principal- mente, aos polos de Riacho da Forquilha (RN), com 34 campos, Miranga, com no- ve concessões, e Remanso, com 12 ativos, todos operados pela PetroRecôncavo; Po- lo Bahia, com 28 campos e em negocia- ção com o grupo Aguila Capital; Carmó- polis (SE), com 11 campos que serão ope- rados pela Cobra; Potiguar, com 23 ativos, recém-aprovado com a 3R Petroleum, que também responde pelo complexo do Re- côncavo, com 14 ativos, Ventura, com oito campos, e Macau, com sete campos. No eixo Sudeste, há também o polo Cricaré, no Espírito Santo, recém fechado pela Ka- ravan/Seacrest, com 27 campos. Para Marcelo Magalhães, presiden- te da PetroReconcavo, o movimento de abertura do mercado onshore brasilei- ro está apenas começando. O executivo ressalta que parte dos ativos do proces- so de desinvestimento da Petrobras ain- da não foram sequer assinados. “Estamos só nos primeiros passos da abertura. É natural nos mercados mais avançados, mesmo na Colômbia, no Canadá, sem falar nos EUA, onde exis- te um mercado de operadores inde- pendentes mais robusto, que se tenha farm-in, farm-out, fusões, aquisições e cessões”, afirma Magalhães. Apesar da existência de negociações informais, tanto Marcelo Magalhães quanto Ricardo Savini, CEO da 3R Petro- leum, dividem a opinião de que as opera-

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