Brasil Energia | Ed. 473 - Fevereiro, 2022

Brasil Energia , nº 473, 1 de fevereiro de 2022 27 doras estão focadas no processo de tran- sição e consolidação das operações, e que a revisão do portfólio não está na lista de prioridades de curto prazo. Oficialmente, os dois executivos consideram que não é momento de dispersar esforços a nada que não esteja relacionada à implantação dos projetos adquiridos. “É claro que o mercado secundário sempre vai existir. Mas se a gente olhar as empresas que adquiriram os ativos da YPF, na década de 1990, elas mantive- ram eles por muito tempo. Não estou dizendo que não vai acontecer, pode acontecer”, avalia Savini. A Ubuntu, que acaba de adquirir dois blocos exploratórios do Paraná no Pro- grama de Desinvestimento da Petrobras e que comprou no passado a antiga Par- tex, agora batizada Mandacaru Ener- gia, assumindo a operação dos campos de Cardeal e Colibri, é uma das petrolei- ras de menor porte que não escondem o interesse pelo mercado secundário do onshore. Caetano Machado, presidente da petroleira, afirma que a empresa olha as oportunidades desde o lançamento dos teasers da Petrobras. “Estamos ansiosos por esse momen- to e temos interesse nos ativos peque- nos sim”, afirma o executivo. Existe a expectativa também de que a segunda onda possa gerar não apenas no- vos movimentos de venda de ativos, mas também iniciativas de parcerias. Um dos modelos seria o regime de cooperação operacional, pautado em uma espécie de “terceirização” da operação. A Petrobras lançou, de 2017 a 2020, 16 teasers de projetos de produção onshore mais relevantes, ofertando ao todo 201 campos agrupados em polos no Recôncavo, Potiguar, Espírito Santo, Sergipe-Alagoas e Tucano, além de al- guns processos pontuais de ativos ex- ploratórios em terra e campos isolados. A petroleira tem processos já concluídos e em fase de fechamento e negociação (preferencial bider) e, recentemente, cancelou o processo de venda do paco- te de Urucu, que vinha sendo negocia- do com a Eneva.. Depois de formalmente concluídas, juntas, as operações de desinvestimen- to da Petrobras irão assegurar mais de US$ 6,5 bilhões aos cofres da petroleira. n Anabal dos Santos Jr., da Abpip: questão de tempo até que avaliações econômicas e técnicas mais detalhadas de cada campo e cada reservatório sejam feitas pelas empresas Marcelo Magalhães, presidente da PetroReconcavo: “Estamos só nos primeiros passos da abertura”

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