Brasil Energia | Ed. 473 - Fevereiro, 2022

Brasil Energia , nº 473, 1 de fevereiro de 2022 31 P ara os profissionais de efici- ência energética, cada ação que reduz o consumo de ele- tricidade pode ser calculada com base em usinas de geração que po- dem deixar de ser construídas. No ca- so da troca de motores elétricos indus- triais antigos por mais eficientes, uma eventual adoção representaria uma eco- nomia que beira 14.000 GWh em um ano, ou a geração de toda energia por 2.200 aerogeradores no Brasil em um ano, pois se estima que os motores em operação na indústria consomem cerca de um quinto da eletricidade nacional, de tão ineficientes. Mas, pelo ritmo da troca destes moto- res e pela falta de políticas focadas, parece que este é um segredo bem guardado. “Nós, engenheiros elétricos, fica- mos abismados com o fato de que a in- dústria não corre para trocar os moto- res elétricos, que são responsáveis por cerca 60% do consumo industrial”, diz Daniel Eidelwein, diretor de vendas para América do Sul da WEG, a maior fabri- cante do equipamento do Brasil e uma das líderes do mercado mundial. Os estudos sobre o tema não são no- vos. Desde o fim do século XIX, os mo- tores elétricos tornaram-se ubíquos nas fábricas, oficinas e complexos industriais. Estima-se que hoje existam no Brasil 20 milhões destas máquinas movimentando elevadores, esteiras, moldes, ventilado- res e bombas para transportar e proces- GUARDADO

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