Brasil Energia | Ed. 473 - Fevereiro, 2022
32 Brasil Energia , nº 473, 1 de fevereiro de 2022 EFICIÊNCIA ENERGÉTICA sar matéria-prima. Deste universo, cerca de 12 milhões têm 19 anos ou mais, e já estão no fim da vida útil. No Brasil, esta presença se traduz em um consumo de eletricidade que equi- vale a mais de 20% de todo o consumo elétrico do país. “São máquinas que operam 24 ho- ras e que não param. Então, qualquer ganho de eficiência gera uma econo- mia significativa para a empresa e pa- ra o país,” explica Arthur Rangel Lau- reano, supervisor de Distribuição na unidade de Tubarão da Celesc que co- ordenou o programa de troca de mo- tores que a empresa implementou en- tre 2017 e 2018, oriundo do Projeto Prioritário 02/2015 da Aneel. Foi justamente este programa, lança- do após negociações longas entre a in- dústria, fabricantes e entidades de clas- se, que responde ao que aponta o exe- cutivo da WEG: não se trocam mais mo- tores porque existem vários gargalos e percepções dos próprios empresários que impedem impor uma velocidade maior na substituição destes ativos. Segundo estudo da Agência Inter- nacional de Energia (IEA) sobre opor- tunidades de eficiência energética pa- ra sistemas motrizes, o Brasil e outros países emergentes trocam entre 3% a 4% de sua frota de motores anu- almente, metade da velocidade regis- trada nos países desenvolvidos. Isso significa que o parque fabril nacional levaria mais de três décadas para tro- car todos os motores mais antigos por mais novos, que consomem de 15% a 30% menos eletricidade. “Com uma boa manutenção e ope- ração, você consegue fazer estes equi- pamentos durarem, mas você perde os ganhos que podem ajudar muito a com- petitividade de uma empresa”, avalia Ei- delwein, da WEG. Um dos principais fatos apontados pelo projeto prioritário da Aneel é que, em geral, a troca de motores só ocorre nas grandes empresas ou grupos eco-
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