Brasil Energia | Ed. 473 - Fevereiro, 2022

Brasil Energia , nº 473, 1 de fevereiro de 2022 53 EPE, publicado em 2021, mais de 50 par- ques alcançarão essa fase até 2030, o que representa mais de 600 aerogeradores – 940 MW de potência – que precisam pas- sar por algum tipo de intervenção. Como depois dessa fase a questão passará a ser estrutural, já que os demais muitos parques – hoje já são 777, com mais de 9 mil aerogeradores em opera- ção – um dia também precisarão ser des- mobilizados ou modernizados, o setor eólico precisará se organizar, sob risco de gerar impactos ambientais e econômicos com as necessárias desmontagens e des- cartes dos aerogeradores inutilizados. Confirma o prognóstico o diretor téc- nico da Abeeólica, Sandro Yamamoto. Para ele, o caminho deverá passar pe- la formulação de programa brasileiro de descomissionamento para eólicas onshore, provavelmente por meio de uma nova lei ou norma, o que levará a associação, no médio prazo, a criar gru- pos de trabalho, a trazer especialistas para falar da experiência internacional e a discutir com os empreendedores uma padronização de conduta. A demanda, aliás, não é uma no- vidade regulatória para o Brasil, afir- ma Yamamoto. Isso porque o Ibama já incluiu como uma de suas exigências para licenciamento prévio de parques eólicos offshore um plano de desco- missionamento para os aerogeradores que no futuro devem “inundar” a cos- ta brasileira. Pás de turbinas eólicas: componentes pesam toneladas e têm garantia de uso limitada a 20 anos

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