Brasil Energia | Ed. 473 - Fevereiro, 2022

58 Brasil Energia , nº 473, 1 de fevereiro de 2022 EÓLICA mais natural será a manutenção de par- ques nos mesmos locais. Para Sandro Yamamoto, da Abee- ólica, a maior parte dos empreende- dores deve optar pela prorrogação de operação, assinatura de novos contra- tos, e na opção tecnológica o comum será um mix de modernização, man- tendo a potência, ou repotenciação, quando se aumenta a potência dos parques. “Mas é lógico que eles vão fazer as contas e algumas vezes po- dem optar por sair do local”, diz. Ya- mamoto acrescenta que, com a pos- sibilidade de prorrogação dos contra- tos do Proinfa, um dos “jabutis” da lei 14.182/2021 de privatização da Ele- trobras, muitos investidores começa- ram a estudar projetos de moderniza- ção, o que foi posteriormente deixado de lado por causa das condições não muito atraentes da lei. Com essa provável permanência dos empreendimentos nos locais, Bruno Lolli imagina que devem ser criados aterros certificados nas áreas dos parques para receber os componentes não recicláveis das pás, já que por exemplo metais de fixação (aço) ou cobre de para-raios das pás têm valor comercial para aproveita- mento, assim como demais metais e ou- tros materiais da usina que podem vir a ser desmobilizados. Outro caminho po- de ser uma central de tratamento para picotar as pás e mandá-las para queima nas cimenteiras. Para repotenciação Ainda na perspectiva futura, mas com prazo menor do que o equivalente ao fim da vida útil de 20 anos dos par- ques, há também a previsão da Aeris de começar a fornecer pás específicas pa- ra repotenciação de parques. Nesses ca- sos, a demanda é de parques que dese- Sandro Yamamoto, da Abeeólica: avanços devem passar pela formulação de programa brasileiro de descomissionamento para eólicas onshore

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