Brasil Energia | Ed. 473 - Fevereiro, 2022
Brasil Energia , nº 473, 1 de fevereiro de 2022 59 jam atualizar tecnologicamente a gera- ção, ganhando fator de capacidade. Segundo Bruno Lolli, a empresa tem recebido consultas de fabricantes de aerogeradores que estudam, com seus clientes donos de parques, apenas tro- car as pás, sem necessidade de mexer nos demais componentes. Nesses casos, em parques da época do Proinfa e dos primeiros leilões de energia para a fon- te, em 2009, a troca deve envolver pás atualmente em operação com 48 a 50 metros de comprimento por outras com mais de 50 metros. “Há um ganho de fator de capacidade, gera-se mais ener- gia, sem precisar trocar o aerogerador e nem seus outros componentes, como naceles e torres”, diz. Quando surgir esse novo tipo de for- necimento não será novidade para a Aeris, já que cerca de um terço de suas exportações em 2018 e 2019 para os Estados Unidos, cerca de 300 pás, fo- ram para projetos de repotenciação. Os contratos aí foram para trocas de pás com menos de 50 metros por outras de 54 e 57 metros. Esses negócios de repotenciação seriam com os chamados produtos clássicos, feitos sob encomenda para atender a demanda. Isso porque atu- almente as linhas convencionais da Aeris envolvem pás de maior compri- mento. Hoje a menor é de 64 metros, mas a partir de maio a empresa só pro- duzirá a partir de 70 metros. As maio- res são as de 81 metros para a Nordex e a da Siemens Gamesa, de 83,5 me- tros. A produzida em maior volume é para a Vestas, de 73,7 metros. n Turbina eólica da Vestas, empresa dinamarquesa que lidera pesquisa para reciclagem química das resinas das pás
Made with FlippingBook
RkJQdWJsaXNoZXIy NDExNzM=