Brasil Energia | Ed. 473 - Fevereiro, 2022

64 Brasil Energia , nº 473, 1 de fevereiro de 2022 SOLAR ao total instalado até 2021, passando de 8,3 GW para 17,2 GW. A tecno- logia solar é utilizada atualmente em 99,9% de todas as conexões de ge- ração própria no país, liderando com folga o segmento. Já na geração centralizada, o cres- cimento previsto será de 67,8%, sain- do dos atuais 4,6 GW, o equivalente a 2,4% da matriz elétrica nacional, pa- ra 7,8 GW. A expansão deve ser im- pulsionada principalmente pelo avan- ço da fonte solar no mercado livre de energia elétrica, que deverá ser res- ponsável pela maior parcela das gran- des usinas previstas para entrar em operação comercial no ano. Assim, a fonte solar fotovoltaica alcançará um total de quase 25 GW. A fonte deverá gerar mais de 357 mil novos empregos neste ano, espalhados por todas as regiões do país. As pers- pectivas para o setor solar são de che- gar ao final de 2022 com um total acu- mulado de mais de 747 mil empregos no Brasil desde 2012, distribuídos entre todos os elos produtivos do setor. A maior parcela destes postos de trabalho deverá vir do segmento de geração distribuída solar, que serão responsáveis por mais de 251 mil em- pregos neste ano. Dos R$ 50,8 bilhões de investimentos previstos para este ano, a GD corresponderá a cerca de R$ 40,6 bilhões. Com a publicação da Lei 14.300/2022, a Associação Brasileira de Geração Distribuída (ABGD) pro- jeta que o segmento vai adicionar 7 GW de potência instalada no país es- te ano. “A segurança jurídica e a van- tagem econômica vão impulsionar os investimentos em geração distribuída em 2022. As nossas projeções são de crescimento de 7 GW em potência ins- talada, totalizando 15 GW ao fim do ano”, afirmou o presidente da ABGD, Guilherme Chrispim. Equipamentos Com o aumento da demanda glo- bal por produtos utilizados em pro- jetos de energia solar e os efeitos da pandemia de Covid-19, surgem desa- fios para o mercado. Segundo o ge- rente comercial da distribuidora de equipamentos fotovoltaicos Sou Ener- gy, Mário Viana, houve uma redução na quantidade global de contêineres disponíveis e de rotas marítimas, o que fez com que o custo de frete au- mentasse sete vezes no ano passado. “Em 2020, importamos contêiner por US$ 2 mil. Em 2021, chegamos a pa- gar US$ 16 mil de frete. Então, além da alta do dólar, o custo logístico au- mentou muito no mundo”, afirmou. Ele aponta que o mercado ain- da vive um cenário desafiador, com atrasos na chegada de equipamen- tos fotovoltaicos no Brasil. “A Chi- na passa por uma crise energética, a população cresceu muito e a quanti- dade de fábricas também. Mas, a ca- pacidade de geração de energia não cresceu na mesma velocidade. En-

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