Brasil Energia | Ed. 474 - Abril, 2022

Brasil Energia , nº 474, 13 de abril de 2022 11 ou negativos, além é claro do impacto no pre- ço dos combustíveis? Tem toda essa questão da discussão dos combustíveis e o impacto positivo é o que já falei, de deixar o Brasil ainda mais em evidên- cia como um mercado que, apesar dos solu- ços políticos que a gente tem, não é sujeito a riscos de superfície como outros países. As grandes reservas de petróleo do mundo estão localizadas em áreas muito frágeis do ponto de vista democrático. O Brasil, nesse sentido, não. Os contratos sempre foram respeitados e as instituições são fortes. Novamente, po- demos ter soluços políticos e econômicos no meio do caminho, mas é muito mais fácil tra- balhar no Brasil do ponto de geopolítico, geo- estratégico e geoeconômico do que na Rús- sia, Emirados Árabes e em outras formações geológicas provedoras de petróleo. Qual a sua agenda à frente da Diretoria Corporativa do IBP? Que pautas você preten- de conduzir nesse ano de eleição que tornará tudo mais difícil? Tudo é difícil, nada é fácil. Tenho muitas coi- sas na minha agenda. Minha agenda é seguir com o plano estratégico que foi traçado no final do ano passado. Minha agenda diz respeito a toda a transição energética da indústria de óleo e gás. Temos três programas que vão começar agora aqui no IBP, o inventário de emissões de gases de efeito estufa do setor de óleo e gás do Brasil, o roadmap de descarbonização – o se- tor de óleo e gás em um contexto de net zero e impacto da precificação de carbono na com- petitividade do setor de óleo e gás. Queremos trazer essas narrativas da indústria para a socie- dade, ver como levo essas mensagens para a so- ciedade e como trago a sociedade para o diálo- go. Fora a Rio Oil & Gas, que é um grande de- safio, uma das maiores feiras que a gente tem na América Latina, que já está com quase tudo vendido. São 51 mil m², em um espaço inédito, no cais do porto do Rio. Uma das suas metas vai ser fazer essa apro- ximação com a sociedade brasileira, mostran- do que a indústria do petróleo é importante nessa transição? Exatamente, isso é uma das minhas batu- tas. Passar esse recado, trazer a sociedade pa- ra essa discussão, passar essas informações de que a indústria do petróleo, na verdade, não é essa vilã. Existe um boom de recursos da indústria petrolífera e entre eles existe muito que pode ser dedicado à transição energética, enquanto a gente provê a segurança energé- tica também. Essa comunicação é um desa- fio e uma carência que antecede à transição.É uma pauta necessária, que ficou dormente. Já era para ter sido trabalhada há algum tempo de uma forma mais incisiva, e eu vou pegar. A questão do licenciamento ambiental no setor de óleo e gás é um tema que está no seu radar? A questão ambiental vai permear essas dis- cussões que falei. Quando o Brasil começar a receber mais investidores, quando tiver uma abertura ainda maior, vai haver uma pressão maior. Uma coisa leva a outra e aí acredito que a gente consiga destravar alguns entraves aqui dentro. Eu espero. n Clique AQUI e leia a entrevista completa, exclusiva para assinantes.

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