Brasil Energia | Ed. 474 - Abril, 2022
28 Brasil Energia , nº 474, 13 de abril de 2022 DISTRIBUIÇÃO nada em qualquer ponto por prossumi- dores, e não só nos pontos planejados pelo governo. Os impactos já eram previstos. Em 2012, o Ministério de Minas e Energia (MME) desenhou um plano de imple- mentação de redes inteligentes, e em 2014 e 2016, respectivamente, a EPE e o ONS publicaram notas técnicas sobre os impactos das REDs. Uma década depois, quase nada foi feito por falta de regulamentação ou por falta de interesse político e econô- mico, já que a conta para modernizar centenas de milhares de quilômetros de linhas está estimada por especialistas do setor em cerca de R$130 bilhões, até então sem garantia de retorno. Mesmo com a falta de diretrizes de políticas públicas e o vácuo na regula- mentação, a modernização foi sendo tocada a critério das empresas do setor. Hoje, segundo Cyro Boccuzzi, consultor e presidente do Fórum Smart Grid, as empresas conectadas em alta e média tensão já estão digitalizadas, e as trans- missoras e distribuidoras investem em automação de suas redes para atingir metas de qualidade cada vez mais altas, determinadas pela Aneel. Mas as redes de baixa tensão – que conectam mais de 80 milhões de uni- dades consumidoras em condições va- riadas de densidade populacional, clima e terreno – ainda carecem de moderni- Painel de média tensão AirSet, da Schneider Electric, projetado para utilização em sistemas de distribuição de até 24 kV, especialmente em hospitais, edifícios comerciais e industriais, além de data centers: digitalização permite o controle em tempo real pelo celular
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