Brasil Energia | Ed. 474 - Abril, 2022

Brasil Energia , nº 474, 13 de abril de 2022 29 zação, de sistemas automatizados e de medidores inteligentes que permitiriam um controle maior por parte das distri- buidoras neste mundo disruptivo. Só para se ter uma ideia de gran- deza: se somarmos todos os principais programas de troca de medidores in- teligentes anunciados pelas maiores empresas do setor com os 853 mil sis- temas de GD instalados até feverei- ro 2022, teríamos cerca de 3 milhões de relógios inteligentes instalados, ou meros 3% do total. E estas são apenas estimativas, pois também não existe no Brasil um monitoramento global da troca de medidores. Agora o interesse em modernizar está voltando, motivado principalmen- te pelo medo das empresas de perder dinheiro e de enfrentar problemas sis- têmicos, à medida que os REDs cres- cem exponencialmente. “A descentralização dos recursos está se impondo porque o usuário es- tá vendo ganhos, mas as distribuido- ras vão sofrer um impacto com a dimi- nuição de receita, o aumento de com- plexidade e com cargas que surgem ou desaparecem em questão de milis- segundos”, alerta João Carlos de Sou- za Marques, diretor de vendas Smart Grid para a América do Sul da Schnei- der Electric, uma das principais forne- cedoras de sistemas e equipamentos para redes inteligentes. Segundo Marques, que participou de um projeto de P&D da Cemig orça- do em R$7 milhões para implantação do primeiro sistema de monitoramento e controle de REDs no continente, qua- se todas as distribuidoras estão em con- versas para buscar alguma solução de digitalização de redes, monitoramento, gestão de recursos ou ativos. André Felber, da ePowerBay: cada vez mais desenvolvedores, montadores e integradores buscam entrar no mercado de redes digitais Nelson Stanisci, da Huawei: Brasil está no caminho certo apostando em GD e em uma rede mais moderna João Carlos de Souza Marques, da Schneider Electric: descentralização dos recursos está se impondo Cyro Boccuzzi, do Fórum Smart Grid: empresas conectadas em alta e média tensão já estão digitalizadas Oscar Solano Rueda, do laboratório de redes inteligentes do Cepel: país precisa modernizar sua infraestrutura elétrica para aproveitar melhor os DERs

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