Brasil Energia | Ed. 474 - Abril, 2022

38 Brasil Energia , nº 474, 13 de abril de 2022 HÍDRICA vez seja um nicho mais atraente para aquelas usinas que ficaram com poços abertos quando da construção. Foi o que aconteceu com Itaipu, que entre o fim de 2006 e início de 2007, mais de duas décadas após entrar em operação (1984), inaugurou duas novas UGs de 700 MW cada, elevando a capacidade instalada de 12.600 para 14 mil MW. “Nisso eu acredito muito”, disse Mello, ressaltando que, no passa- do, as usinas não eram estimuladas a agregar potência porque ela não agregava energia, que era o que da- va retorno. Ele lembra que hoje, com a valorização da capacidade e potên- cia trazida pela crescente expansão das fontes variáveis (eólica e solar), como demonstrou a realização, no fim do ano passado, do primeiro lei- lão de reserva de capacidade do pa- ís, pode ter chegado a hora de viabi- lizar esses investimentos. Mello ressalta que são muitas as usinas com poços abertos, portan- to, com perspectiva de investirem em aumento de potência, citando como exemplos Três Marias - onde a Ce- mig já tem planos de ampliação -, São Simão, Salto Santiago e Xingó, entre outras. Fora essa perspectiva, o que precisa ser feito é a moderniza- ção dos equipamentos, seja por mo- tivo de atualização tecnológica, seja pelo desgaste natural, especialmente aquelas partes móveis ou sensíveis ao calor. “Tudo que esquenta ou se mo- ve é sujeito a desgaste”. O presidente da Thymos entende que, quanto ao ganho de potência, além dos casos das usinas com poços abertos, a aposta para o futuro es- tá mais concentrada nas usinas hidre- létricas reversíveis (UHRs), tanto mais viáveis quanto mais forem valoriza- dos os atributos de armazenamento e flexibilidade que elas irão agregar. n “Muitas são as usinas com poços abertos, portanto, com perspectiva de investirem em aumento de potência, como Três Marias, São Simão, Salto Santiago e Xingó.” João Carlos Mello, da Thymos

RkJQdWJsaXNoZXIy NDExNzM=