Brasil Energia | Ed. 474 - Abril, 2022

Prestes a serem abandonados, os campos de Polvo e Tubarão Martelo (TBMT), ganharam nova vida pelas mãos da PetroRio. A companhia assumiu o desafio de tornar mais eficiente e sustentável a operação de dois ativos offshore, localizados na Bacia de Campos. Planejado por alguns anos, a PRIO pensou, repensou e reformulou diversos planos de ação, até que chegou ao formato final do Projeto Fênix, que teve início em agosto de 2020, em meio à pandemia. A iniciativa envolveu: a interligação, ou tieback, que conectou os dois campos; a completação e a interligação do poço TBMT-10H ao FPSO Bravo; o descomissionamento do FPSO Polvo; e, a geração de energia elétrica com uso de gás natural produzido no próprio campo, substituindo, em grande parte, o uso e consumo do diesel. Tudo executado em tempo recorde por todas as áreas da companhia. O projeto ganhou o nome de Fênix porque, assim como a lendária ave que renasceu das cinzas, reavivou dois campos que estavam em fase final de vida econômica, prestes a serem abandonados. Além dos impactos diretos no aumento da produção, prolongamento da vida útil e em agregar mais valor aos ativos por meio da utilização de recursos existentes. A iniciativa de adquirir e realizar a interligação transformou a PRIO na primeira empresa independente a criar um polo (“cluster”) privado de produção de campos maduros nesta região. Os ganhos desse projeto que tem a cara da PRIO são muitos. O descomissionamento, a completação e a interligação, a empresa substituiu a unidade de processamento antiga por uma mais moderna e eficiente, de propriedade e operada pela própria companhia, promovendo aumento da produção, melhora da eficiência operacional e confiabilidade, além de redução de custos e emissão de CO2, integrando a produção dos ativos de Polvo e Tubarão Martelo (TBMT). “O sucesso do tieback entre Polvo e TBMT demonstra a capacidade de execução e pontualidade dos nossos times, que se mostraram aptos para implementar com segurança projetos futuros, como o projeto de interligação de Frade e Wahoo, dando sequência à cultura de otimização operacional dos ativos da empresa”, comemora Francilmar Fernandes, COO da PetroRio. O FPSO Bravo, construído e entregue ao campo de TBMT em 2013, já atua com alta confiabilidade operacional, capacidade de processamento, geração de energia e armazenamento de óleo, funcionalidades que, com o tieback, estão sendo compartilhadas com o Campo de Polvo. Em fevereiro de 2022, a companhia concluiu a adequação do FPSO Bravo e iniciou geração de energia elétrica no cluster utilizando, pela primeira vez, o gás produzido. A geração de energia elétrica para os dois campos em um único FPSO permite o aproveitamento do gás do processo de produção de óleo, que era descartado, suprindo em 80% a demanda por energia do cluster com benefícios ambientais e financeiros significativos. A mudança tem um significativo ganho ambiental, com a redução da queima do gás no flare da unidade, do diesel usado nas plataformas e na logística envolvida na entrega desse combustível. O consumo direto de diesel baixou cerca de 60 mil litros por dia, o suficiente para encher o tanque de 1.100 carros. Com a adequação, a PRIO reduz a emissão mensal de CO2 (dióxido de carbono), ao equivalente a plantar 25 campos de futebol de florestas. ou não utilizar 34 mil carros pelo período de 30 dias. A modificação do módulo de compressão do FPSO Bravo ocorreu sem necessidade de parada de produção. A iniciativa está em linha com os objetivos ambientais e econômicos da PRIO, auxiliando na economicidade e extensão de vida útil dos campos. PROJETO FÊNIX: PETRORIO REVITALIZA OS CAMPOS DE POLVO E TUBARÃO MARTELO NA BACIA DE CAMPOS Adquirir e realizar a interligação de dois ativos, transformou a PRIO na primeira empresa independente a criar um polo (“cluster”) privado de produção de campos maduros nesta região CLIQUE AQUI PARA CONTINUAR LENDO

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