Brasil Energia | Ed. 474 - Abril, 2022
Brasil Energia , nº 474, 13 de abril de 2022 61 guir), mas que ainda dependem de ga- nhos de escala para reduzir seus custos, conseguem remover até 95% das emis- sões de CO 2 de usinas e indústrias e arma- zená-lo para vários usos. Segundo os estudos de Victor Ribeiro, vários países desenvolvidos, mas principal- mente as duas principais economias, China e Estados Unidos, são as mais empenhadas no assunto. O país asiático planeja cons- truir nos próximos anos 16 estações CCUS em usinas e polos industriais, para aprovei- tar o CO 2 para usos industriais, para produ- ção de combustíveis sintéticos ou de vários outros produtos químicos, ou para ser inje- tado em poços de petróleo para melhorar a extração. Com a solução, explica Ribeiro, os chi- neses podem continuar a aumentar a in- trodução das fontes intermitentes eólica e solar e, ao mesmo tempo, manter parte de seu parque termelétrico a carvão para dar segurança ao sistema. “A tecnologia de captura é uma aliada das renováveis, ao permitir que uma fonte despachável e rápida seja mantida em benefício da con- fiabilidade do sistema”, diz. Outra fonte despachável que a China aposta para a se- gurança do sistema é a nuclear, esta sem a necessidade da captura. Os Estados Unidos também contam com uma política firme para desenvol- ver CCUSs, por meio de programa de fi- nanciamento batizado de 45Q Credit Tax, uma modalidade de crédito fiscal que in- centiva a captura, sequestro e o uso do carbono em projetos e que já ajudou a im- plantar sistemas em térmicas, com estima- tiva de forte expansão nos próximos anos. A China ‘salva’ Oenvolvimento dos dois países, mas prin- cipalmente da China, vai provocar a queda no custo da tecnologia no futuro, na opinião do executivo. Para Ribeiro, a tendência é que a entrada firme do país no desenvolvimento da solução faça repetir com o CCUS o que ocorreu com a expansão das fontes eólica e solar. Isso porque, quando o país asiático co- meçou a produzir os equipamentos para es- sas duas fontes, passou a ter sobreoferta glo- bal e os preços despencaram, tornando as renováveis muito competitivas. Localizada em Houston, no Texas, a usina térmica a carvão Petra Nova desde 2017 tem unidade de captação de CO 2 , por sistema pós- combustão que recupera 1,6 Mt por ano
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